Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Maxibon Cookie e Jesusalém, de Mia Couto - não necessariamente por esta ordem de importância.

E um deles (deixo-vos adivinhar qual) diz:

 

"Não tardou que começassem as clandestinas lições da escrita. Um pequeno graveto rabiscava na areia do quintal e eu, deslumbrado, sentia que o mundo renascia como a savana depois das chuvas. Aos poucos, eu entendia as interdições de Silvestre: a escrita era a ponte entre tempos passados e futuros, tempos que, em mim, nunca chegaram a existir. (...) Foi desta maneira que estreei o meu primeiro diário. Foi também assim que ases e valetes, damas e reis, duques e manilhas passaram a partilhar os meus segredos. Os rabiscos minúsculos encheram copas, paus, ouros e espadas. Nesses cinquentas e dois quadradinhos verti uma infância de queixumes, esperanças e confissões. No jogo com Ntunzi, sempre perdi. No jogo com a escrita, perdi-me sempre."

 

Muito eloquente, este Maxibon.



escrito por Joan@ às 10:40
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