Domingo, 26 de Novembro de 2006
São momentos destes que nos fazem ficar felizes por ter escolhido a noite de sábado para estar em frente da televisão. Ver a doce Floribella, que fala com as plantas e espalha aos quatro ventos o infortunio dos ricos, fazer uma dupla com a "promiscuous girl", Nelly Furtado, que prefere consumir as próprias das plantas para sentir os seus efeitos alucinógenos, só por si já era a promessa de bons momentos de televisão. Mas se juntarmos a isto facto de estarem a cantar "Maneater", com um grupo de típicos "meninos do coro" (literalmente) atrás, e efeitos especiais dignos de uma Rua Sésamo ou Jardim da Celeste, torna tudo muito melhor! Ao que parece, a mãe de Floribella apressou-se a ligar para os estúdios de Bucelas (não podia deixar de referir este pormenor, também ele delicioso - ser devoradora de homens é uma coisa, mas sê-lo em Bucelas, é outra bem diferente!), afirmando que não quer a filha em "más companhias", e exigindo que retirassem essa "tal de Nelly" dos estúdios, porque caso contrário ainda iriamos assistir a uma "grande desgraça". Não sabemos ao certo que desgraça seria, mais suspeitamos que, seguindo o caminho desviado de Nelly, Flor podia chegar ao cúmulo de se vestir de azul marinho, verde tropa ou quiçá cinzento!! Ao que parece a senhora tinha assistido, há dias atrás, à entrevista que Rodrigo Guedes de Carvalho tentou, em vão, fazer a Nelly, finda a qual ninguém percebeu se ela conhecia ou não as senhoras da ilha Terceira que "andaram com ela ao colo". Percebemos apenas, e finalmente, a razão de alguns hits da açoreana mais canadiana dos Estados Unidos: agora faz todo o sentido que ela acredite que é um pássaro desnorteado ("i'm like bird, i dont know where my soul is, i dont know where my home is"). A avaliar pelos decibeis, e timbre nunca antes ouvido, das suas gargalhadas, penso que a exclamação do seu primeiro álbum (Whoa Nelly!) deve ser substituída por uma interrogação: "OH NELLY! o que é que tu andas a tomar, filha?". É que essa histeria não é nada normal!


escrito por Joan@ às 06:42
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006
O Monstro esteve "out to lunch" por um período prolongado, eu sei... Foram cerca de 297 horas e 28 minutos. Sabem que demora muito até um monstro ficar "repleto" ou mesmo "satisfeito" (ficar "cheio que nem um porco" está fora de questão!).
Mas preenchi já a folha de justificação de faltas assinada pelo encarregado de educação!
Estive por aí a fazer.... coisas!
Aqui fica a prova! Check it out...

http://www.youtube.com/watch?v=xF2wITvss5g

"aquele abraço" e desejo de boas...coisas! ou continuação delas!

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escrito por Joan@ às 13:58
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Dei por mim a ver uma reportagem sobre o lançamento do novo best-seller (já antes de ser posto à venda) de Margarida Rebelo Pinto. Juro que não sei como fui parar àquele canal, àquela hora, mas a verdade é que não me arrependo nada! Valeu mesmo muito a pena!!
Confesso que o meu estado emocional se modificou ao longo daqueles minutos. Primeiro veio o medo! Quando percebi que o título era "Vou contar-te um segredo", temi o pior. Se os escritos públicos já são o que são, receio imaginar os assuntos sigilosos desta senhora! Agarrei-me com unhas e dentes ao telecomando e ousei continuar... E não queiram saber como foi feliz esta decisão! Eis que surge o pai de MRP (não, não são as iniciais do seu nome, mas sim de "maluca, rebelde e perigosa" tal como a própria se descreve), não conseguindo conter a sua indignação!
E não é que a pobre Margarida tinha sempre insuficiente nas redacções da escola primária, devido à incompetência da professora?? A injustiça foi de tal forma grande que a "senhora sua mãe" teve de ir falar com essa péssima representante da classe docente, que lhe disse (ipsis verbis) - "Desculpe mas os textos da sua filha não têm pés nem cabeça!"; claro que não se ficou (ou não fosse ela mãe da ilustre MRP), e deixou no ar a ameaça "fique sabendo que tem aqui uma escritora e não a sabe reconhecer!"...
Ver o pai Rebelo Pinto a contar esta história com um misto de orgulho e arrogância foi perfeito. Imaginar a mãe Rebelo Pinto a esbofetear a senhora professora, mais perfeito foi. E a única parte imperfeita desta história é: ser mesmo real! Que falha, não me ter lembrado disto antes! É demasiado bom para não ter sido inventado.
Para finalizar, a pergunta que se impõe: Onde está essa professora??? Encontrem-na! Façam-lhe uma estátua na rotunda central do Dafundo (construam primeiro a rotunda, já agora), santifiquem-na, façam qualquer coisa! Ela tentou avisar-nos! Ela quis evitar este flagelo, que se dissemina dia após dia, capa-kitsch após capa-folclórica, prefácio estridente após prefácio espampanante, por essas livrarias fora.
Ela tentou...
Bem-haja!


escrito por Joan@ às 11:48
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Pois é, meus amigos... hoje vou atrever-me a tocar numa questão delicada. Chamar-lhe-ia quase um tabu da sociedade portuguesa.. Pronto, ok, um tabu de parte da sociedade portuguesa.. Ou se preferirem.. um tabu para uma pequena minoria (embora grande em termos de perturbação mental) que acompanha semanalmente a cronista social Maya (tive de referir a sua ocupação senão poderiam incorrer no erro de pensar que me referia a Maya-astróloga, Maya-professora primária, Maya-mulher da noite ou até Simplesmente-Maya).
Pois é. Vamos abrir o jogo, chamar os bois pelos nomes, pôr os pontos nos i's, e fazer qualquer outra coisa que fique gira sob a forma "ditado popular/expressão idiomática". É preciso dizê-lo com clareza:
MAYA TEM UM PROBLEMA.
E perguntam vocês: só um?!?!
Sabem como eu sou, há coisas das quais nem falo!... E depois há aquelas que são demasiado óbvias para ignorar! É disso que se trata. Por isso reafirmo, sem medos: Maya tem um problema!
E qual é o problema?? .. Mesmo que ninguém tenha feito esta pergunta, pois ninguém no seu perfeito juízo quer saber qual o vigésimo terceiro defeito que encontrei em tal personagem, vou responder!
Maya não consegue utilizar de forma alguma Determinantes Demonstrativos!! Para o atestar, basta ouvirmos por escassos segundos o seu discurso diário!
"Merche nega ter namorado com Nélson, contudo, Nélson afirma que Merche é mentirosa sem escrúpulos. Liguei para Ronalda para saber sua opinião, contudo, mãe de Ronalda tendo vindo ao telefone disse que Ronalda não estava e que Cristiano há dias que não jantava em casa."
Sei de fonte segura que a cronista social já foi submetida a tratamentos extremos, em que terapeutas da fala de alto gabarito, oriundos de Miranda do Corvo, tentaram fazê-la soletrar os determinantes "o", "a", "os", "as". Pensando tratar-se de uma música ligeira portuguesa, Maya ainda alinhou. Mas quando lhe foi pedido que integrasse os mesmos determinantes em frases com substantivos, tudo mudou!
Sucederam-se os suores frios, afrontamentos, ataques de tosse compulsiva e conjuntivites fulminantes. Maya sucumbiu, não foi capaz de concluir nem o primeiro exercício. A saber "O João viu A Joana com O Luís no jardim com AS amigas dele.
Também..foram mauzinhos! Um determinante PLURAL e ainda por cima FEMININO logo para começar. Quando todos sabemos que a Maya (em qualquer das suas facetas profissionais) sempre se deu melhor com o género masculino!


escrito por Joan@ às 07:23
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