Quinta-feira, 29 de Março de 2007
Isso sim, valia a pena. Seria uma telenovela inovadora. Ver televisão passava a ser mágico. Até mesmo aquela que fazem na TVI. SE a empregada-doméstica-fardada-em-vias-de-extinção (cujo habitat natural e único são os estúdios da Fealmar), que só entra em cena para anunciar "o senhor doutor", para dizer bom dia e boa tarde e para trazer croissants com fiambre, pêras abacates e bolos de noz que nunca ninguém come, SE ela, de seu nome Celina, fosse o tão procurado Tubarão de "Tempo de Viver", aí sim. Valia a pena.


escrito por Joan@ às 17:54
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Antes mesmo de incorrer em falta outra vez, vou já pedir desculpa.
Desculpem!
É que vou ter de referir Cláudio Ramos, pela segunda vez, neste ilustre espaço (que corre o risco de se tornar menos digno que a Tertúlia Cor-de-Rosa, a continuar assim...).
Mas, para compensar, prometo que não vos vou brindar com mais nenhuma fotografia do senhor. Até porque uma basta para compreendermos tudo. Tudo. Aquela expressão de cão-abandonado-que-na-verdade-é-um-rafeiro-mas-sonha-ser-um-grandanoir-com-coleira-Versace, aquela poupa, aquele beicinho, aquele vazio que lhe passa atrás dos olhos. Se juntarmos a essa imagem aquilo que descobri há poucos dias (onde andei todos estes anos?!) é um novo mundo que se abre: chama-se Eu, Cláudio e é um blog genial. Esqueçam o Abrupto, esqueçam o Blasfémias, esqueçam ATÉ o Monstro Bolero. Apaguem todos os registos, o histórico, os favoritos. A blogosfera agora só tem lugar para um. Só tem lugar para isto:
  • "Roma é encantadora, mas não fundamental. Pode até ser, dependendo do que se vai fazer" [reparem na convicção: primeiro é fantástica, depois dispensável, depois é... conforme]
  • "Não que nunca tenha visto um strip, ou bebido até cair ou talvez feito muitas loucuras sexuais, mas a verdade é que a minha prioridade não é contá-las no dia seguinte numa esplanada. Acho isso idiota, só pode vir de gente geneticamente idiota" [idiotice genética? Era um nome melhor que Eu, Cláudio. Mais sonante].
  • "Vamos despejar o lixo à rua e passear uma cadela inconveniente. Tu passeias a cadela, eu passeio-te a ti"
  • "O chá está quente mas mais quente que o chá estou eu. Ardo por dentro porque me apetece devorar-te com a mesma velocidade com que me dou ao luxo de saborear uma queijada (...) Desejei comer muitas mais queijadas esta tarde com a mesma vontade com que desejo comer-te a ti"
    [não, não me esqueci de um comentário sarcástico nas últimas citações. Simplesmente não consigo. Engasguei-me. Com um travesseiro de Sintra]
  • "Já chorei tantas vezes de emoção quando te ouvi dizer isso pela primeira vez..." [em que é que ficamos, amigo? Foram várias vezes ou só da primeira?]
  • "A minha cor favorita é o azul escuro. Gosto muito de esparguete carbonara (...) gosto de slips com cores. Detesto meias caneladas" [folgamos em sabê-lo].

E, por agora (está desde já prometido que trarei muitas mais pérolas), deixo-vos com a melhor, para que fique claro que esse tal de Claúdio Ramos até tem sentido de humor. Bem engraçado, sim senhor, vejam só: "Não gosto do barulho. Detesto histerismo gratuito!"



escrito por Joan@ às 17:10
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Uma cerimónia desta dimensão merece uma rúbrica especial no Monstro. Com tudo o que de bom (e mau) essa relação implica. Vem aí mais uma sessão de Globos de Ouro. Ainda antes de saber quem são os vencedores, a organização já ganhou um prémio. Atribuído aqui e agora, por mim: o das nomeações mais ridículas de que há memória (e lembro que o Monstro ainda não está em idade de tomar Cerebrum).
A categoria já nao era, de si, auspiciosa: melhor vilão?! Mas os nomeados conseguem tornar tudo muito pior. Senão vejamos:

Cláudio Ramos. A sua simples presença em qualquer coisa que se assemelhe com um programa de televisão já é... confrangedora. Cada vez que o via aparecer, como por magia (negra) no meu écran, sentia invariavelmente aquele sentimento de vergonha alheia, aquele impulso incontrolável que nos faz pensar em dois objectos: mordaça para a boca e corrente com esfera de chumbo para amarrar ao pé, e uma paisagem: o azul e tranquilo Rio Tejo. Ultrapassados estes momentos de pura dor, conseguia ouvi-lo por alguns minutos, porque se torna sempre incrivelmente divertido, do alto da sua, também ela incrível e incompreensível, soberba. Mas tudo isso era dantes. Agora o Senhor Cláudio é digno da minha vénia, se quiser vir cá a casa comentar os últimos acontecimentos do cabeleireiro da esquina tem o meu ámen, se quiser dar-me uma bofetada, receberá a outra face, com certeza. Porque agora ele é nomeado para MELHOR VILÃO. E a questão que fica é: como é que Portugal quer chegar a algum lado com vilões com esta cara? (já para não falar na voz, na indumentária, nos modos, e em todas aquelas coisas que me fazem desejar ver a água borbulhar no Tejo). Enquanto os outros têm um Freddy Krueger, um Darth Vader, um Sylvester Stallone, ou até um Zidane que seja... Nós temos Cláudio Ramos? A disputar tão honroso troféu com umas bruxas da Floribella e um padre improvisado de apelido Breyner? É caso para dizer que estamos perante um Nico d'Obra... para não dizer muito, muito, mas muito pior.


escrito por Joan@ às 16:42
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Numa destas tardes, em que não tenham nada mais interessante para fazer, experimentem ligar para instituições oficiais e não oficiais, empresas públicas e privadas, órgãos sociais ou sociedades anónimas, qualquer coisa que tenha existência singular nas finanças como pessoa colectiva (que belo e poético trocadilho de tesouraria!). Por outras palavras: quando forem quatro da tarde tentem ligar para QUALQUER lugar para tratar de QUALQUER coisa com QUALQUER pessoa, neste que não é um país QUALQUER, mas sim Portugal. E talvez possam sentir o mesmo que senti hoje, ao fim de uns vinte telefonemas: o país está em reunião. Estão todos numa reunião, uma espécie de global meeting, talvez convocado por uma entidade superior, porque para os portugueses obedecerem de forma tão rígida, não vejo outra hipótese. Não interrompem a bendita reunião nem por nada: nem uma ida à casa-de-banho, nem um café, e muito menos um telefonema urgente.
É um sentimento de exclusão terrível: todo o território nacional está reunido e só eu é que não fui convocada.

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escrito por Joan@ às 16:26
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007
Num momento em que tanto se fala da "vitória de Salazar", a única coisa que tenho a dizer é: meus amigos, vocês ainda não viram nada! Isto foi só o começo. O primeiro de muitos concursos em que o "nosso António" se lembrou de participar! Agora que percebeu que leva quase tanto jeito para a coisa como para conseguir superavits nas finanças públicas, fontes próximas de Salazar (vizinhos de campa, quiçá) contam-nos que ele irá lançar-se numa nova carreira, muito em voga neste "Portugal Moderno": papa-concursos.
É já na próxima emissão de "O Preço Certo em Euros" que vamos poder ouvir a voz sonante de Miguel Vital anunciar: "António Salazar, você é concorrente!". E lá estará ele, a correr saltitante, bancada abaixo, a carregar no botão com a firmeza de quem segurou a pasta das finanças, a adivinhar gloriosamente a montra final. Não sem alguma hesitação, é certo. "Hum... isso de ser em euros é que me faz alguma confusão. Mas são 18 mil reis!".
E ainda há toda uma grelha de programação a percorrer...


escrito por Joan@ às 08:05
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Domingo, 25 de Março de 2007
Como Monstro que sou, gosto de ver que há outras monstruosidades a ter lugar na televisão portuguesa. E que lugar! Acabo de descobrir que afinal na Bela e o Mestre também há monstros. Dois! E estão no júri. O que dizer da camisa de manchas azuis-verdes-vermelhas-amarelas-roxas-e-outras-cores-que-não-consigo-sequer-definir de Rui Zink? E pior, o que dizer das meias liláses, em estilo "suquete" de Clara Pinto Correia?

Acho que hoje estou a ultrapassar largamente a quota de TVI a que me comprometi. Talvez amanhã acorde a ver raios de luz, elefantes cor-de-rosa a marchar pelo corredor e ouvindo genéricos de telenovela em fundo. Talvez. Mas que se lixe.


escrito por Joan@ às 15:27
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Este é, provavelmente, o dia mais importante deste blog. Ou então não. Mas é o dia em que recebemos uma figura ilustre. Muitíssimo ilustre mesmo, embora eu a tenha conhecido há poucas horas também. Mas basta vê-lo uma vez para nunca mais o querer largar. E muito poderia eu dizer-vos sobre Eurico Cebolo. Mas não vale a pena, porque no exacto momento em que me converti, em que me tornei mais uma fã descontrolada da verve deste senhor, alguém sentiu o mesmo que eu. E como boa portuguesa que sou, se alguém já fez o trabalho por mim, escuso de repetir! So, check it out!
Obrigada, Eurico Cebolo. Aí vou eu, em busca da restante colecção por essas prateleiras do IKEA fora... aí vou eu, na esperança de encontrar títulos como "Casei com a minha irmã" ou "O Falo Perdido", que me desperta especialmente a curiosidade por ter um quê de Indiana Jones... Aí vou eu, sedenta de mais capas ao melhor estilo "Anita vai ao Circo", pintadas pelo próprio autor. Porque o artista é um bom artista. Ele ganha festivais da canção em Aranda del Uero, ele grava músicas de Natal no sintetizador, ele vende histórias aos quadradinhos desde menino e moço aos colegas mais abastados, ele deixa-me assim, cheia de nova horas, à espera de mais.


escrito por Joan@ às 15:09
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Programas como "A Bela e o Mestre" têm esta incomensurável vantagem: basta ver trinta segundos para captar a essência da coisa, rir desavergonhadamente e seguir para outro canal. Claro que isto comporta alguns perigos: uma pequena distração poderá ser fatal. Mais de dois minutos sem mexer no telecomando podem provocar lesões irreversíveis no cortex cerebral. Ainda assim, arrisco. E até ver, vale a pena. Trinta segundos no fim-de-semana passado foram o suficiente para ver uma loira (duvido que isso seja um traço distintivo por lá) e um nerd (tenho ideia que também não o vão identificar desta forma), cuja identidade vou manter protegida, por assumido desconhecimento, a contemplarem uma fotografia de Mahatma Gandhi. Olhavam para ela como boi para palácio, claro está. Nem as vestes características ajudavam. Nem o facto de ser indiano. Parecia não haver volta a dar. Eis senão quando Zé Pedro (o mais aclamado apresentador de televisão, com pós graduação em jumentos - depois de privar com Pavaroti, o burro falante, tenta agora domar um tal de Euribor), traz a palavra da salvação. Não, ele não disse que "a única revolução possível é dentro de nós", pois citar Gandhi ou Scolari para aquela senhora ia redundar exactamente no mesmo. Zé Pedro deu uma singela, mas mágica, pista: "fez uma greve de fome". E a "bela" logo exclamou: "Gandhi!" como se, agora sim, fosse uma evidência que aquele senhor de branco não era vendedor de flores nas Docas. E pergunto eu: não havia mais probabilidades de ser um operário fabril de Condeixa em vésperas de encerramento da unidade industrial?


escrito por Joan@ às 06:23
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Terça-feira, 13 de Março de 2007
Estes senhores são absolutamente geniais. Depois de terem inventado a forma mais vistosa, escandalosa e óbvia de lavar dinheiro, depois de terem inventado inclusivé artistas internacionais, como Laura Pousini, Tracy Shapman ou Rolling Stone (o próprio), inventaram agora o melhor anúncio de sempre! Mais credível era impossível. O próximo espectáculo a (não) realizar é, nada mais nada menos, que: 50 Cent e Amigos! Parece mesmo um slogan do Bob o Construtor ou da Disney no Gelo, nada mais acertado para publicitar um homicida norte-americano! O que vale é que ele não vem, de qualquer maneira... Senão já estava a imaginá-lo, a entrar no Estádio do Restelo (acharam entretanto que o Pavilhão Atlântico era demasiado vistoso, qualquer dia estão a anunciar espectáculos no Auditório Lurdes Norberto), continuando: a entrar no estádio do restelo com um sininho na cabeça e umas sandálias encarnadas, num híbrido Gangsta-Noddy-Style.
Bem haja Casablanca!

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escrito por Joan@ às 16:25
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Segunda-feira, 12 de Março de 2007
As traduções literais do inglês são tão perfeitas, mas tão perfeitas, que até dói.
E foi assim que esta se tornou a frase do dia. A frase de 12 de Março. E por que não "A Frase", pura e simplesmente?
O texto começava bem, prometia: "encontra o rapaz que te chama gira, em vez de boa". Mas o melhor estava para vir. A frase em que entendemos a origem anglosaxónica. A frase em que entendemos, porventura, a essência da vida (amorosa, pelo menos).
"... que te telefona para trás quando lhe desligas o telemovel na cara!"
Genial. A melhor tradução de sempre para "call you back".
É disto que eu preciso. De alguém que me ligue para trás! Sem dúvida! Era esse o problema.

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escrito por Joan@ às 16:47
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