Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Andam tão preocupados com os sites de pornografia infantil... circulam petições online e tudo (tal como circularam já a propósito da extinção do lince da malcata ou dos rótulos dos limpa vidros), quando existe um flagelo bem mais preocupante à solta na net. O CAPI - Clube dos Amigos dos Porquinhos da Índia. Sim, à primeira vista ainda disfarçam. A velha história do "somos só bons amigos", ou quem sabe amigos coloridos, com manchas castanhas e brancas... Mas o pior vem depois: "O Clube pretende ser um ponto de encontro entre todos os amantes dos Porquinhos-da-Índia em Portugal". Atenção, muita atenção: os porquinhos portugueses têm amantes. Se calhar há muito boa gente por aí que anda a ser traída por um porco da índia (até aqui achava-se que era só pela porca do r/c frente). E continuam: uma comunidade onde poderá encontrar informações, partilhar experiências, pedir ajuda (...) para um relacionamento feliz. Já estou a imaginar, uma data de amantes de porquinhos, sentados num círculo a partilhar as suas dificuldades de relacionamento e de gestão de laços afectivos com aquela espécie de hamster que dorme a seu lado.


escrito por Joan@ às 07:17
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Sábado, 26 de Maio de 2007
Aviso: este post contém publicidade. Involuntária, mas publicidade.
Existe uma loja de mobiliário e decoração de interiores chamada Mobidoc. Só por isto, já é digna de destaque. Mas o melhor é que ao visitar o seu site deparo-me com um aviso que me preocupa: "Alojamento Suspenso". Será que o Capitão Ahab espetou, com violência, um arpão na loja Mobidoc, deixando cómodas e aparadores a boiar algures no Atlântico?


escrito por Joan@ às 20:40
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Estava eu a ter um pacato sábado, como há muito não se via por aqui, praticando duas actividades extremamente cansativas, mais precisamente falar no messenger e ouvir música, quando tocam à campainha. Publicidade, pensei eu. E como ouvi tocarem para outros andares, a minha teoria foi validada, por mim mesma, nesse instante. Passado algum tempo batem à porta, já cá em cima e eu, que não me deixo enganar facilmente por essa malta da publicidade, desenvolvi toda uma técnica para fingir que não estou em casa, que passa, nomeadamente, pela deslocação pelo hall de entrada em "pezinhos de lã" (perdoem-me o termo técnico mas vejo-me forçada a utilizar, tal a especificidade do movimento) e pelo destapar lenta e silenciosamente o orifício para espreitar lá para fora. Devo ter estas capacidades de discrição e lentidão tão desenvolvidas que quando espreitei já só fui a tempo de ver um homem subir para o andar de cima. A minha teoria, mais do que validada, estava solidificada com 100% de certezas: não só era um vendedor-de-qualquer-coisa-porta-a-porta como era daqueles armados em espertos, que tocam em todas as portas ao mesmo tempo a ver quem sai primeiro. Ainda bem que sou esperta e não fui nisso! Voltei para o quarto, mais uma ou duas frases no messenger, mais volume na música e lá fiquei, na maior. Até que, num momento de silêncio entre faixas, ouço baterem com força na minha porta. A técnica desta gente para as vendas equipara-se à minha técnica de "Sozinho em Casa III", mas vencem-me pelo cansaço. Lá vou eu abrir. Eram dois vizinhos meus, com ar preocupado, pedindo muitas desculpas pelo incómodo. E eu a pensar porque é que bateram na porta blindada em vez de usarem esse advento chamado campainha. Percebi antes de perguntar: a electricidade do prédio estava cortada. Ok. Havia uma fuga de gás. Ok. Era preciso desligar o quadro eléctrico. Ok. Abrir as janelas. Ok. Saír de casa o mais depressa possível. Ok. Já todo o prédio tinha sido evacuado. Ok. Estava um cheiro a gás que não se podia na casa. Ok. Já tinham batido à porta por diversas vezes mas eu não abrira. Ok, portanto: o prédio estava quase a explodir mas eu estava felicíssima a gabar os meus dotes de "fuga ao vendedor", enquanto cantava alegremente: Hate it or love it the underdogs' on top and I'm gon' shine, homey until my heart stop. Mal sabia eu que estava perto. Não só do coração parar mas do prédio todo ir pelos ares! Lá fora, na rua, retroescavadoras, polícias, magotes de gente, bombeiros, ambulâncias. Cá dentro, no quarto, dançava (a expressão aplica-se mais que nunca): como se não houvese amanhã.

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escrito por Joan@ às 20:13
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Cheguei à conclusão que não estou a promover o Desenvolvimento Sustentável da... minha própria existência. A dormir mal, ou não dormir, e a comer mal, ou não comer, a este ritmo, transformar-me-ei em breve numa pessoa do terceiro mundo. Vou criar um comité de crise no meu quarto, naquele espaço que sobra entre o armário e a janela e articular esforços no sentido de elaborar um plano de acção e de contingência, de forma a que em breve o meu Produto Interno Bruto não sejam dores de cabeça, de estômago, e olheiras, e de modo a que a balança, não comercial mas digital, se equilibre finalmente. Antes que seja necessário chamar o Salazar, que já conta com tantas solicitações este ano... Diz-se até que o seu consultório tem uma lista de espera maior que o da Dra. Isabel do Carmo. Posto isto, vou retirar-me, porque tenho plenário marcado agora às 4:30h na presença da minha almofada. Vamos elaborar o Plano Director Municipal da minha vida. Diz que vai ter direito a rotundas, fontes luminosas e até jardins. E, porque amanhã é domingo, os trabalhos começarão mais tarde. Mas só por ser domingo. Juro solenemente.

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escrito por Joan@ às 20:03
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Estava há pouco a olhar para um pacote de oregãos (há quem contemple paisagens e quadros, eu prefiro embalagens, sendo que neste caso nem deixa de ser uma natureza morta, o óregão) e reparei numas letrinhas na parte de trás que diziam: Ideia Margão - corte rodelas de tomate e queijo fresco e junte-lhes óregãos! Bemmm... margão, deixe-me dizer-lhe: que ideia luminosa! Nem sei como partilham uma informação tão preciosa assim, em meros rótulos que podemos adquirir por meia dúzia de cêntimos. O perigo é se a moda pega e todas as marcas começam a revelar assim grandes segredos da humanidade, por dá cá aquela palha. Já estou a ver: embalagens de leite com "Ideia Vigor - despeje e coloque num copo, ou até numa caneca", ou até manteiga Mimosa onde possa ler-se "Ideia Mimosa: aqueça uma fatia de pão de ambos os lados, até mudar de cor e depois ponha manteiga em cima". Chegará até o dia em que veremos "Ideia Tenório (eu queria um pretexto para falar em Tenório, já arranjei) - junte maionese ao atum e seja o primeiro criador de uma iguaria à qual pode até chamar, numa de inovar, pasta de atum. Sublime, não?".
E nesse dia darei por mim a responder a uma lata de atum e a dizer "olhe que não sei, Tenório, tenho as minhas dúvidas", enquanto pego num frasco de Hellmans com a outra mão e ele me sugere (sim nessa altura a maionese já fala em voz off mesmo): "Ideia Hellmans: junte-me a ketchup e faremos cocktail!".


escrito por Joan@ às 19:51
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3º episódio: sobre a PF tv ou "como qualquer pretexto serve para falar da neta".



Vejam até ao fim. Nunca se sabe quando chega a parte verdadeiramente interessante. Muitas vezes, só chega depois de acabar, quando o ecrã fica a negro. Mas não custa tentar!!


escrito por Joan@ às 06:32
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007



Reparem na destreza, na técnica apurada, numa palavra: no estilo. Imagino a dor de ser atingido por um uppercut daqueles: deve equivaler a um dia inteiro a ouvir António Calvário em loop. Há quem use armas brancas, estes senhores usam armas gay: aquele jogo de cintura desarma qualquer um. Para quem conhece a coreografia original, nem preciso de dizer mais nada. Mas vou dizer, ainda assim: ginásios do meu país, por favor, obriguem os sócios a irem trajados como o sujeito da direita, e treinem-nos ao mais alto nível para chegarem ao calibre deste quarteto. Nesse dia sim, a Nova Zelândia que nos tema! Até podemos não os ultrapassar em taxa de população activa, mas vamos batê-los aos pontos na qualidade dessa população. Com cada sócio de cada ginásio a converter-se num António Variações do fitness, o sedentarismo vai acabar de vez no nosso país. Porque "quando a cabeça não tem juízo..."



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escrito por Joan@ às 17:38
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
Porque é que a partir de certa idade toda a gente gosta de arroz de grelos e de couves de bruxelas? Será algum movimento de revivalismo alimentar cujo verdadeiro significado ainda me escapa por completo, por ainda não ter passado da fase bróculos e agriões?

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escrito por Joan@ às 17:20
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Algo está errado com o mundo quando ligamos a televisão às 10 da manhã e vemos o Avô Cantigas a fazer a Revista de Imprensa na SIC Notícias. Posto isto, o que faltará? Ver o Miguel Sousa Tavares a cantar o Gafanhoto Ciclista nas Tardes da Júlia?


escrito por Joan@ às 05:12
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007
Sou um homem/Sou um bicho’, de Ney Matogrosso, foram os primeiros versos do agora cantor José Castelo Branco. Nada de mais indicado, se bem que a afirmação devesse passar a uma veemente interrogação. Não sei se é so de mim: ainda não percebi se é um homem ou um bicho mas inclino-me mais para a terceira hipótese.
Pois é, acaba de chegar mais uma estrela cintilante ao panorama musical português. Arrisco mesmo dizer que era a estrela que nos faltava. Vem completar a constelação Ursa Maior em que todos nos movemos, ao som dos Mickaeis Carreiras desta vida.
“É salutar conseguirmos exprimir com o que Deus nos deu: o poder de cantar. Penso que a partir daqui, dos primeiros passos, vão ver o primeiro dente, as primeiras correrias”, afirmou o grande artista. Meu amigo, esse é mesmo o problema: já lhe vimos demasiados dentes (coroas e implantes incluídos) e quanto a correrias não vamos nem falar, ok?
Mas o pormenor mais delicioso (escrevo e simultaneamente repugno-me por juntar no mesmo post as palavras "Castelo", "Branco" e "delicioso", sem estar a citar a receita de Farófias da minha avó) é o facto do "cantor" ter como manager Luís Jardim, que afirma que "a Madonna também não tinha nada." Assim de repente não vejo grandes diferenças entre Madonna e Castelo Branco, de facto, a não ser a masculinidade é claro - Madonna dança o Hung Up de forma bastante viril. Curioso que o temível madeirense diga que "em Portugal temos vergonha de aceitar os excêntricos", logo ele que tantas aberrações recusou enquanto júri dos Ídolos. Perante isto, dá vontade de dizer: Bubacar, podes voltar, já vai dar!
Quem sabe não poderão ir ambos em digressão... Grandes concertos se esperam, ainda este ano. Já estou a imaginar a Lady Betti na primeira fila, empunhando um cartaz: "José, faz-me um... funeral digno!".


escrito por Joan@ às 18:10
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