Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Os Morangos com Açúcar, enquanto catástrofe natural que são, obedecem à mesma lógica dos tufões, tornados, tempestades, ventanias em geral e terramotos em particular: costumam ter pequenas réplicas. E a pequena réplica dos Morangos chama-se Rebelde Way, e vem inaugurar uma nova categoria, que podia dar pelo nome de "ah, afinal é possível muito pior!". E não é que é mesmo? Rebelde Way é assustador em tudo: desde o actor que fazia de feio em Floribella ou Chiquititas ou lá o que era, e agora com um acrescento de gel no cabelo acha que já pode fazer de galã, até às meninas do colégio que parecem as participantes derrotadas dum casting para o Ballet Rose, sem esquecer a intrincada narrativa (ou falta dela!) e, claro, o facto de haver alguém que ao contracenar com Silvia Rizzo faz com que esta pareça uma actriz e não a consumidora número 1 de "Frescos" em Portugal. E tudo isto podia ser óptimo, se fluisse. O problema é que pura e simplesmente não flui. Se Rebelde Way fosse um carro (além de ser claramente um Seat amarelo, rebaixado, oriundo de Corroios) era daqueles que estão sempre empanados.

E quando se muda para o canal do lado, Morangos com Açúcar parece, pronto, um simpático Opel Corsa. De repente, parece que estamos a ver uma história muitíssimo bem elaborada (só durante os primeiros 10 segundos, leia-se). É este o terrível perigo da concorrência!

 

 



escrito por Joan@ às 13:04
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... que se cantar Nirvana e Pet Shop Boys no Singstar fosse uma profissão, eu estaria eternamente condenada ao desemprego.

... já para cantar canções que se adaptam inteiramente ao meu tom de voz, tenho um futuro promissor. É pena é que no jogo não exista nenhuma música que cumpra esses requisitos. É urgente lançar um Singstar Baby ou coisa que o valha. Porque eu lembro-me que fazia aenorme sucesso a cantar hits tão diversos como "Sebastião Come Tudo" ou o genérico da "Arca de Noé". É que nem naquela parte dificílima do "vamos fazer amigos entre os animais" eu desafinava!

Ainda pensei que passar para o DVD Singstar Legens pudesse ser uma salvação.

E teria sido até, se o concorrente não fosse eu, mas sim o meu pai. É que mesmo que acerte no tom, as letras já não domino.. Embora adorasse dominar, confesso, poemas que inclem "you saspiralla and I saspirella":


You say either and I say either, You say neither and I say neither
Either, either Neither, neither, Let's call the whole thing off.

You like potato and I like potahto, You like tomato and I like tomahto
Potato, potahto, Tomato, tomahto, Let's call the whole thing off

But oh, if we call the whole thing off Then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart

So if you like pyjamas and I like pyjahmas, I'll wear pyjamas and give up
pyajahmas
For we know we need each other so we , Better call the whole off off
Let's call the whole thing off.
You say laughter and I say larfter, You say after and I say arfter
Laughter, larfter after arfter, Let's call the whole thing off,

You like vanilla and I like vanella, You saspiralla, and I saspirella
Vanilla vanella chocolate strawberry, Let's call the whole thing off

 

(Louis Armstrong - Let's Call The Whole Thing Off)

 

 


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escrito por Joan@ às 12:21
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Mais um.

Mais um programa da televisão portuguesa que pode inserir-se nessa grandiosa categoria do "tão mau que é bom". O Momento da Verdade é também mais uma importação de formato televisivo, mas o que é certo é que os outros não têm o toque de classe de uma Teresa Guilherme. Uma queixada daquelas não se encontra por aí aos pontapés. Outra coisa coisa que também não há em abundância nos outros países (a não ser em Paris, Newark, Luxemburgo, enfim) é a "típica família portuguesa". Já por cá, existem até demais. E ao que parece estão todas inscritas no "pograma" da Teresa.  Começámos pela família mais contemporanea: pai militar com cabelo cheio de gel,  várias amigas prostitutas , que risca as  bonecas da filha com esferográficas e não percebe porque raio é que a criança não acha graça, acompanhado da esposa cabeleireira que continua "a amar muito" o seu marido, apesar dos oitenta tipos de doença que já contraiu graças a ele. Não foi mau, para começar. Mas ontem foi melhor.  Família mais tradicional. Pai que tem bigode. Pai que tem mercearia. Pai que aldraba os clientes. Pai que bate na mulher. Pai que tinha relações homossexuais por "muita grana", como ele diz. Pai que  simulou um ataque epilético para não ir à tropa e depois disse que andou a fazer de tontinho  durante uns dias, despenteado e maltrapilho, como se os epiléticos fossem  um género específico de sem-abrigo. Pai que não tem orgulho no filho, porque o pai dele também não tinha nele. Pai que tentou ensinar a mulher a fumar para esta ficar mais sexy. (Tenho para mim que não há nada mais sexy que uma bronquite asmática). Pai que  estimava tão bem o seu automóvel que  levava um guarda-sol para tapar o carro dos raios ultra-violeta e deixava toda a família a trabalhar para o melanoma. Pai que depois de confessar tudo isto, diz que não guarda rancor  do filho por este  ter destruido o seu carro-à-prova-de-sol. Pai estúpido. Família  em desacordo e discussão, ao cair do pano. É que eles até aceitavam bem que o pai os quisesse matar a todos,  com fumo de tabaco, alta exposição a raios UVA, ou simplesmente à força de chapada. Agora, desperdiçar assim 10 mil euros? Isso é que não. Tenham lá paciência mas um merceeiro que levou tantos anos a aldrabar o preço da  pêra rocha não podia ter  perdido tudo de forma tão inglória. É  que não me conformo!Mas, verdade se diga, ontem à noite cumpri um sonho que há muito acalentava. Mais precisamente desde 1995. Tinha 9 anos e os meus pais achavam por bem negar-me o acesso a certos produtos televisivos, mandando-me para a cama de forma indecente e insensível. Assim, foram anos de repressão e sofrimento, enquanto andava na primária e não podia assistir a isto:


É verdade, perdi o "Não Se Esqueça da Escova de Dentes" para sempre. Mas nunca é tarde, e hoje consigo ver toda a filmografia de Teresa Guilherme, em tempo útil. E se vale a pena!



escrito por Joan@ às 12:08
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Costuma dizer-se que trabalho é trabalho e conhaque é conhaque, mas....... não se pode dizer que eu trabalhe, propriamente... Faço umas coisas, pagam-me por elas, mas daí a ser um trabalho, são conclusões precipitadas. E de conhaque também nunca gostei. Por isso não há perigo em fazer misturas. Aqui fica o mais recente produto da minha autoria, juntamente com os ilustres Roberto Pereira e Ana Ribeiro.
 

 

 

Todas as sextas-feiras em À Lei da Bola


 



escrito por Joan@ às 14:33
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Voltei de lá. Já há algum tempo, é certo, mas precisei destes dias para me organizar. E organizar significa o quê? Arrumar a casa? Ir à Segurança Social? Requisitar cheques? Levar o carro à inspecção?

Não. Nada disso.

 

Depois de uma ausência de 17 dias, longe de Portugal e dos portugueses (exceptuando dois emigrantes que encontrei em França e na Alemanha) aquilo que se impunha era isto:



Perceber o que se passou na nossa televisão (e particularmente na minha, ali na sala) enquanto estive fora. É que se a maioria dos electrodomesticos está tal e qual eu os tinha deixado (o microondas continua em cima da bancada, o frigorífico continua com a luz fundida...) a televisão tomou a liberdade de estrear programas sem a dona em casa. Tudo bem. No hard feelings... Mas devem-me pelo menos uma explicação. A começar por este Programa da Lucy. "Lucy, a vida faz mais sentido", diz ela... Eu diria que a vida destas crianças nunca fez tão pouco sentido. Realço o momento em que Lucy diz que as maiores festas de Portugal agora não são à noite, são "after hours aqui comigo logo pela manhã". Pois. Se a ideia era essa, está muito bem conseguida. Lucy está de facto vestida como se fosse para um after hours, naqueles bares da Expo que têm bailarinos enfiados em camisolas de mulher tamanho XS. Eu ainda sou do tempo em que programas matinais de domingo não tinham neons nem bailarinos com vestidos prateados. Tinham o Dartacão, o Tom Sawyer e os Farrapitos. Não consta que algum deles tenha participado nos Ídolos, mas cá para mim tinham talento. Tenho saudades da época em que o Clube Disney não tinha a Carolina Patrocínio, mas sim os Animaniacs, em que o destaque da programação ia para o Babar, elefante, e não para velhos a babar, abundantemente, em frente à mini saia de Luciana Abreu. Nesses longínquos dias a única coisa que se assemelhava ao programa da Lucy era o Super Bueréré, mas ao menos em vez de recriarem musicais americanos, cantavam o "sabes que começou no A", e as Anettes eram um extra de alguma qualidade. Aqui não há Lucietes e isto começa a aproximar-se muito daquela série, também matinal, chamada Arrepios. Eu gostava. Mas a ideia aí era mesmo ser de terror.

 

Continua...



escrito por Joan@ às 10:06
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