Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

O que fazer quando decorre uma intifada dentro da nossa garganta, ali na fronteira das amígdalas com a faringe?

Talvez uma operação suicida, à boa moda do Hamas, seja a melhor solução.

Ou isso ou um belo dum Augmentin Duo.


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escrito por Joan@ às 23:09
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

As rendas dos estúdios estão assim tão caras?

Porque é que os compinchas do Trio de Ataque estão a falar numas mesinhas ao ar livre, num terreiro, em Maputo?



escrito por Joan@ às 23:24
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Chegamos, mais tarde ou mais cedo (no meu caso muito mais tarde) a um ponto das nossas vidas em que é preciso fazer cedências à idade adulta. Fiz uma das primeiras noutro dia. Custou-me, é verdade, mas teve mesmo de ser, sob pena de apanhar uma pneumonia, ficar o resto da semana em casa, perder o emprego, os amigos, a família, enfim, no fundo, o único perigo era encharcar as meias, mas há que dar a isto um ar solene.

Pela primeira vez em 23 anos (e uns dias) usei um guarda-chuva.

Continuo a não ser fã, mas vi-me forçada a reconhecer a utilidade do invento.

 


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escrito por Joan@ às 17:19
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Domingo. TVI. Oito da noite. Uma repórter lança uma reportagem com os "melhores momentos do Congresso do CDS PP". A música de fundo é "I Don't Feel Like Dancing" (Scissor Sisters). Depois das fotografias de telespectadores em férias, no Jornal da Noite da SIC, esta foi a machadada final.



escrito por Joan@ às 16:09
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Eram quatro da tarde.

 

Estava no MSN.

Estava no hi5.

Estava no Facebook.

Estava no Orkut.

Estava no Bebo.

Estava no Gmail.

Estava no WAYN.

Estava no Twitter.

Estava no Flickr.

Estava no Blogger.

Estava no Youtube.

Estava no Skype.

Estava no uTorrent.

Estava no LinkedIn.

 

Eram quatro da tarde e estava sozinho.


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escrito por Joan@ às 15:49
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Há pessoas que têm "o orgulho duma vida". Normalmente consubstanciado na figura do "meu mai'novo" ou "da minha Patrícia, que já é doutora".

Eu vou tento orgulhos semanais (às vezes diários) em coisas microscópicas e insignificantes, que não dão tanto trabalho como ter um filho, mas vão dando algum. E é bom quando sai bem (comparável, calculo, à felicidade da D. Dolores quando vê o "seu Cristiano" a receber prémios). Tenho de fazer esta salvaguarda: enquanto me orgulho do vídeo que aqui vos deixo não fui a correr vestir um fato-de-treino cor-de-rosa e um boné!

O meu orgulho desta sexta-feira é esta criação (conjunta, com a Ana Ribeiro, o Roberto Pereira e o "imitador crónico").

 

 


(peço a vossa atenção para os efeitos especiais, estamos a aproximar-nos perigosamente de Hollywood!).


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escrito por Joan@ às 14:33
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

As afirmações do Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, incluem-se, cá para mim, numa categoria muito específica da expressão humana: a categoria das "alarvidades que se dizem numa acesa discussão de amigos, durante um jantar, pura e simplesmente para chocar e lançar mais achas para a fogueira".

 

Eu compreendo perfeitamente isto. Eu sou pessoa que disse que votaria no John McCain apenas para que uma discussão durasse mais umas horas. Eu sou pessoa que disse que a Manuela Ferreira Leite tinha toda a razão em discordar do casamento homossexual, apenas para que a conversa durasse o tempo suficiente de acabarmos com o pirex de massa. Eu consigo até imaginar-me a defender os regimes totalitários, por alguns segundos, em nome do salutar convívio entre as gentes.

 

Agora... Contra si, o Cardeal tem o facto de:

1 - não estar a comer massa com atum na companhia dos seus amigos,

2 - não estar numa acesa discussão com ninguém, mas sim num monólogo reflectido,

3 - não estar (até prova em contrário) com os copos,

4 - não ter 20 anos,

5 - estar a ser filmado

6 - estar acompanhado pela Fátima Campos Ferreira (isto é sempre uma desvantagem, em qualquer cenário!).

 



escrito por Joan@ às 13:49
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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

O que aconteceria se Laurel e Hardy entrevistassem o Bucha e Estica? Ou se os emblemáticos Mike e Melga resolvessem convidar Zé Pedro Gomes e Herman José para uma bica?

 

Qualquer coisa como isto, provavelmente.

O encontro de Maria Rueff e Ana Bola (à vez) com os seus "hélder-egos".

 

Foi o que de mais parecido com um ataque de esquizofrenia, dupla personalidade e bipolaridade, consegui provocar até hoje. Dificilmente consigo melhor, a não ser quando ligo para a minha avó fazendo de secretária da neta dela, e ela me responde em tom de palhaço rico que, não me conhecendo de lado nenhum, é estranhamente próximo da minha mãe. Mas isso são psicoses familiares que nada têm a ver com esta coisa séria que é o meu trabalho.


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escrito por Joan@ às 13:35
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Hoje estive prestes a não vir trabalhar.

Não estou doente, não me dói a cabeça, não tive de levar ninguém ao hospital, não morreu ninguém, não tive de ir ao médico, nem à loja do cidadão, nem às finanças, nem aos saldos.

Simplesmente liguei a televisão.

A minha hipnose matinal já é uma tradição, mas fui desenvolvendo alguns anticorpos para isso. Já sei com o que conto e sinto-me preparada para enfrentar o elefante Babar no canal 2, o professor de ginástica para a terceira idade na Praça da Alegria (que belos exercícios faz, com pacotes de arroz agulha!), o Quarteto Zé Cabeleira na SIC ou o "Roda Você", empolgante passatempo na TVI. Tudo bem. O embate por vezes é duro, fico zonza por uns minutos, entre o banho e o pequeno-almoço, mas consigo seguir em frente.

Contudo, hoje, sem que nada o fizesse esperar, a TVI pôs em acção uma arma secreta que quase me deitou por terra. Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira estavam a conduzir um "Especial - O que é feito de Anthímio de Azevedo?". Não se faz uma coisa destas às pessoas, logo pela fresca! (e nunca "pela fresca" fizera tanto sentido no contexto duma conversa). O guru da meteorologia, o homem que pôs o anti-ciclone dos Açores nas bocas do mundo e arrasou com a concorrência desleal de meninas que previam o tempo com mini-saias e botas pelo joelho... O grande Anthímio de Azevedo, em quem eu pensei tantos dias ao longo dos últimos anos, sobretudo agora que, como dizem as velhinhas "já não há estações!". Eu queria saber o que era feito deste senhor. Queria muito. E foi difícil interromper a conversa a meio, deixá-los lá, e vir trabalhar. Tão difícil que sinto que merecia um aumento. Um subsídio de heroicidade.



escrito por Joan@ às 13:24
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Aquilo de ser uma self-made-intelectual era muito cansativo, não era?

Ter de citar Proust e conversar com pessoas acerca de livros que não se vendem nos correios, que canseira!

Esforço desnecessário. Sobretudo quando se pode optar por voltar aos bons velhos tempos do "Furor", e cantar o "Amor" dos "Heróis do Mar", com uma data de estrelas das novelas da SIC.

 



A máscara caiu finalmente! (ou melhor, começou a cair no programa Páginas Soltas, em que parecia mais interessada nas lombadas e nos marcadores do que no que estava escrito nos livros). Mas é bom ver que Bárbara continua a dar uso à sobranceria herdada de Carrilho, que ganha todo um novo sentido quando usada para gritar histericamente coisas como "I'm Like a Bird! Nelly Furtado!". Cara Bárbara, que grande alívio, hein? Livrou-se dos Schumanns e Mozarts e Debussys de que o Maestro Vitorino d'Almeida falava e que estão mais que ultrapassados. Fez o tão desejado upgrade, dos compositores do Romantismo para os cantores românticos, como um Emanuel ou um Tony Carreira. Atreveu-se a cantar, que coragem! É sempre bom voltar às origens, não é?

 

(A parte de se parecer perigosamente com um travesti, ao nível da pintura dos olhos, é que era escusada, quer na versão intelectual quer na popular).



escrito por Joan@ às 00:09
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