Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Ora bem... Quando me pedem "um bocadinho" eu, ingenuamente, suponho que estejamos a falar de dois minutos. Quando me dizem que é capaz de demorar "um bocadinho" eu sou até capaz de tornar a minha noção mais lata e acreditar que seja uma semana.

Foi isso que supus quando, no dia 18 de Fevereiro, um simpático empregado da Decahtlon, ao receber o meu Polar, disse: "é capaz de demorar um bocadinho". Lembro-me como se tivesse sido ontem (e nitidamente não foi!). Disse que depois me ligavam, e eu tudo bem. Aguardei pacientemente uma semana, duas, três. Em Março liguei para lá, disseram-me que se calhar ainda demorava mais um bocadinho. Sempre um bocadinho.

Hoje é dia 29 de Abril e eu liguei para lá só um bocadinho preocupada porque é um bocadinho chato estar à espera há quase três meses que os senhores tenham um bocadinho para arranjar um mísero relógio. A senhora que me atendeu pediu-me que esperasse "só cinco minutos" enquanto ela ia averiguar. Tendo em conta as noções temporais dos funcionários da Decathlon temi esperar 89 horas. Felizmente não. Quando voltou, o que me disse ela? Que daqui a quinze dias chegavam mais alguns relógios e que talvez algum fosse o meu. Com um bocadinho de sorte, digo eu...

 



escrito por Joan@ às 16:32
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Eu não acredito muito nisso do 25 de Abril. Acredito mais no 25 de Dezembro, porque assim como assim tenho tido provas factuais da existência do Pai Natal. Já desses capitães de Abril, nada. Talvez se lhes tivessem feito um fatinho da Coca-Cola a coisa se tivesse imortalizado.


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escrito por Joan@ às 20:10
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Há demasiada televisão para tão pouco dia.

 



escrito por Joan@ às 01:12
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Domingo, 19 de Abril de 2009

Não gosto dos U2 nem da Madonna.

Não gosto daqueles que são apontados como "os novos U2" ou as "novas Madonnas" (precisamos mesmo de mais?!).

Não gosto de erros de português.

Não gosto do James Bond, do Indiana Jones, da Guerra das Estrelas, e muito menos do Senhor dos Aneis.

Não gosto do Harry Potter, nem do Dan Brown e de todos os códigos e codexs que se lhe seguiram.

Não gosto do Jorge Palma nem do Sérgio Godinho.

Não gosto de bifes, nem de batatas fritas, nem de ovos a cavalo (só a pé, e cozidos!).

Não gosto da praia no pino do Verão. Não gosto de acampamentos em altura nenhuma.

Não gosto de casacos de lã nem de camisolas de gola alta.

Não gosto do Sporting e muito, muito, muito menos do Benfica.

Não gosto da obrigação de apoiar a Selecção Nacional só porque é a "nossa" equipa (como se em equipa minha entrassem aqueles marmanjos!).

Não gosto de saír à noite, apanhar chuva, frio e eventualmente uma tosga, uma pneumonia e, como bónus, uma perfuração do tímpano.

Não gosto de café, nem de leite.

Não gosto do Twitter (juro que tentei).

Não gosto de montanhas russas nem de queda livre.

Não gosto do que é alternativo/ independente/ intelectual/ fashion/ trendy/ pós-moderno.

Não gosto de etiquetas (literalmente: corto-as sempre).

Não gosto da Anatomia de Grey nem das Donas de Casa Desesperadas.

Não gosto de corta-unhas nem de secadores de cabelo.

Não gosto de vinho nem de champagne (achei que era um prazer que se adquiria com a idade mas não me lixem: continuam igualmente amargos com o passar dos anos!).

Não gosto de falar ao telefone, e muito menos de ouvir ao telefone.

Não gosto de roxo, nem de lilás, nem dos outros nomes que queiram dar aos mesmos tons.

Não gosto de Festivais de Verão (nem de Inverno).

Não gosto do Owen Wilson nem do Javier Bardem.

Não gosto de neve.

Não gosto de andar de metro.

Não gosto de "diminutivozinhos" e expressões "fofinhas".

Não gosto do léxico moderno e muito cool dos "trade offs", "outsourcings" e "benchmarkings" usado normalmente por gente que foi previamente "briefada".

Não gosto do Carnaval nem da Passagem de Ano.

Não gosto de fogo de artifício, essa coisa tão portuguesa!

Não gosto que me digam, com incontida perplexidade: "Como é possível? Toda a gente gosta disso!".

Não gosto de "toda a gente"...

 

Tenho de terminar este post homenageando essa enorme senhora que é Tyra Banks e o movimento por ela fundado, que dá pelo nome de "So What?!" Não gosto de todas estas coisas que é de bom tom gostar-se. E então??

 

(E sim, antes que perguntem: ainda sobra meia dúzia de coisas no Mundo das quais eu gosto, e até talvez uma ou duas que eu adoro. Fica para uma próxima.).

 


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escrito por Joan@ às 19:47
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Sábado, 18 de Abril de 2009

E agora dou por mim a fazer aquele exercício estúpido de imaginar tudo o que poderia fazer com 527 euros... Isto, por exemplo. 7 noites na Ilha do Sal (e ainda tinha troco). Mas, pensando bem, isso implicaria mais umas quantas vacinas. E quando em vez de tirar sangue se põe um produto, imagino que a coisa escale para valores na ordem dos dois mil euros.

 

Mas neste momento, até coisas que não me interessam nada, como comprar um trem de cozinha, ou 50 postas de Bacalhau crescido da Noruega, me parecem subitamente interessantes.

 

Ora, se eu aqui há uns tempos disse isto:

A questão é... depois de ter pago 41 euros por duas fotografias (no fundo, não é mais do que isso), o mínimo que se pede é que o resultado sejam meia dúzia de hérnias. Senão peço o meu dinheiro de volta, imaginem o meu estado de espírito  neste momento. Podia ter feito mais de 12 radiografias! A várias partes do corpo! Do fémur ao cúbito, passando por cada uma das falanginhas e falangetas das mãos e pés.

 

Agora, o mínimo que se exige é que todos os valores das ditas análises estejam alterados e que eu tenha, na melhor das hipóteses, um mês de vida.

 

("Ai credo, Joaninha! Não digas isso!", era o que diria a minha avó se lesse isto).

 

Felizmente a minha avó não está aqui para ouvir o vernáculo que tenho usado na última meira hora. Agora vou tentar prosseguir com o meu dia. Com licença.

 


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escrito por Joan@ às 08:25
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Dizem que a melhor forma de resolver os problemas é enfrentá-los (uma espécie de verdade popular não confirmada e por vezes até desmentida!).

Foi com isso em mente (e outras coisas mais) que acordei antes das 7 da manhã de um sábado para ir tirar sangue. E pela primeira vez fui sozinha. O que significa não ter levado um para-médico, uma assistente social, um guarda-costas, um curandeiro, ou até mesmo a minha mãe (hipótese mais rebuscada, esta).

E resultou! Deitei-me (só por precaução, não fosse partir a cabeça na queda), a senhora tirou o sangue que tinha a tirar e ficou tudo bem. Porque é que foi tão fácil? Porque pela primeira vez o meu grande (enorme!) mal estar deu-se logo na recepção! No preciso momento em que tive de pagar 527 euros pelas ditas análises. Sim. Quinhentos e vinte e sete euros. Cabe mais do que o salário mínimo num frasquinho do meu sangue! E o mais ridículo é que são outras pessoas a ficar com um fluído corporal produzido por mim, e eu é que pago para cima de cem contos. Tudo bem. Parece-me tudo muito justo.

Da picada não me lembro. Náusea? Qual náusea? Tudo a andar à volta? Nada disso aconteceu. Já podiam ter avisado que era esta a solução. Se eu pagasse as minhas próprias análises desde os seis anos ter-se-iam evitado muitas cenas de histeria, gritos, enfermeiras a correr atrás de mim pelos corredores, noites em branco a pensar nas agulhas, desmaios e outros achaques. Era darem-me um cartão multibanco para a mão e pronto.

A partir de hoje vou deixar de ter pesadelos com seringas gigantes e cheiro a desinfectante e passar a acordar a meio da noite, alagada em suor, quando ouvir a citação:" Qual é o seu sistema de saúde? Particular".


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escrito por Joan@ às 08:13
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Ouvido nos Morangos com Açúcar: "Eles disseram que iam cortar um homem aos pedaços. Devem ser bandidos".

 

Que dedução perfeita!

Nota-se que aquele tempo todo que eles passam dentro das salas de aula a conversar uns com os outros altíssimo (como se o actor que faz de professor tivesse ido à casa-de-banho) estão a dar frutos.

Caso contrário, viam um senhor a esquartejar outro e achavam que era o lançamento duma nova variedade da Casa das Sandes.

 



escrito por Joan@ às 19:20
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Aviso: o conteúdo deste post é de uma estupidez indescritível, mas apeteceu-me (e, em última análise, é só isso que interessa).

 

Este vídeo da Lady GaGa podia ser a prova material da veracidade daquela história que nos contam desde pequenos: os gagos, a cantar, não gaguejam. Mas, chegados ao refrão (ali por volta do 1:14) cai tudo por terra, reparem nas dificuldades que esta senhora Gaga tem em dizer "Poker".

 

 

 


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escrito por Joan@ às 14:43
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Domingo, 12 de Abril de 2009

Estou aqui a ver "O Restaurante", versão portuguesa... Este Olivier é de uma finura que não vos digo nada.

 

Proponho inclusivé um título alternativo para este programa da SIC Mulher:

"Puseram um estabelecimento nas mãos dum camionista da Portela de Sacavém".

É comprido, eu sei, mas transmite bastante bem o conceito da coisa.

 

Têm sido pérolas umas a seguir às outras, mas agora que se aproxima o momento da grande inaugração, eis que o senhor diz, referindo-se aos seus ilustres convidados: "vão vir mais de 600 gajos!". (Tudo é bom na frase, da construção à educação!)

 

 



escrito por Joan@ às 23:01
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Hoje, no dicionário, aprendi esta:

 

Olhar contra o governo: ser estrábico.

 

Da próxima vez que vir a Rita Pereira já lhe vou dizer...

 



escrito por Joan@ às 20:05
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