Domingo, 31 de Maio de 2009

Gosto muito de Tempos de Antena. Acho que deviam existir sempre, mesmo fora do período de eleições.

Até agora, o meu preferido nestas Europeias, é o do PNR. Nem sequer é por um dos porta vozes ser um hooligan com um cabelo nitidamente enxertado para disfarçar a cabeça rapada. É apenas porque é de génio alguém candidatar-se ao Parlamento Europeu com a promessa de "devolver Portugal aos portugueses", e o slogan "A União Europeia prejudica Portugal, basta de federastas!". *

Claro que a utilização de termos como "as almas pardas do regime" também lhes dá muitos pontos.

 

* - Atentai, por favor, no finíssimo trocadilho com pederastas, comparando assim os adeptos do federalismo aos praticantes da pederastia, palavra (injustamente) pouco utilizada, que designa relações sexuais entre menores e adultos. E eu que achava que o profundo bom gosto do PNR se ficava pela barbinha do seu líder e pelas artes finais dos seus cartazes.



escrito por Joan@ às 22:10
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Há por aí muita gente que faltou à mesma aula de português. Precisamente àquela em que iam dar a análise sintáctica. Que grande azar. Esses cidadãos, à época pequenos e inconscientes, cresceram, e até se tornaram adultos saudáveis, mas passaram toda uma vida a acreditar que a ordem dos elementos nas orações não é importante. E é por isso que hoje podemos ligar o rádio e ouvir o seguinte anúncio: "não perca, no El Corte Inglês, o conjunto de criança verde".

Criança verde?!? Eu já sabia da existência do "menino azul", mas desconhecia esta nova patologia, que com certeza afecta muitas crianças, ao ponto de haver uma colecção específica nas lojas.


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escrito por Joan@ às 21:59
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Sábado de manhã. Noticiário da RTP. Tozé Martinho e a sua mãe, Tareca, a fazer a revista de imprensa. Impunha-se que me sentasse a ver, obviamente.

Valeu a pena, só para ouvir Tozé Martinho dizer que a China e a Coreia deviam juntar-se para conversar, que "é a falar as coisas se resolvem". Ou seja, estarmos a falar de duas potências mundiais ou de das duas vizinhas do 3º andar é exactamente a mesma coisa. Fiquei com vontade de ligar para lá e perguntar ao Tozé o que sugeria que fosse servido nesse encontro diplomático. Talvez um Earl Grey e uns biscoitos de manteiga?



escrito por Joan@ às 21:50
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Ontem quase atropelei cinco bombeiros, com fardas reflectoras, em cima de uma passagem de peões. Parece-me que não podia haver acidente nenhum com menos atenuantes do que este. Eram soldados da paz, estavam bem visíveis e numa passadeira. Mas é aqui que entra um pequeno pormenor que há já muito me atormenta. Uma teoria que comprovo dia após dia. Existe em Portugal uma percentagem muito maior de malta com tendências suicidas do que num campo de treino no Afeganistão. É vê-los atirarem-se para as passadeiras sem aviso prévio, como quem carrega no botãozinho que acciona o cinto de explosivos. As pessoas acham que o facto de estarem a andar serenamente no passeio paralelo à estrada legitima que se atirem para o asfalto, numa arrancada mais rápida que as do Obikwelu. É uma espécie de performance. Os peões encarnam (na perfeição) o papel de "individúo-desinteressado-de-mãos-nos-bolsos-que-não-deseja-especialmente-passar-para-o-outro-lado-da-rua" e, de um momento para o outro, aí vão eles!

Sempre serve para testar os reflexos dos condutores. Obrigada. Prefiro este exame do que aquele em que o médico nos dá com um martelo no joelho.


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escrito por Joan@ às 15:09
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Domingo, 24 de Maio de 2009

Será?

Normalmente estas frases ancestrais fazem algum sentido. Afinal de contas, por alguma razão sobreviveram a todos os ataques de Alzheimer ou esclerose dos nossos "egrégios avós" e chegaram até aos nossos dias. A vida tem-me demonstrado, por A mais B e por outras letras mais, que de facto as coisas boas tendem a sumir-se depressa. Esta lógica aplica-se tanto a um pacote de bolachas Parmalat, como a um episódio (ou uma temporada inteira) de How I Met Your Mother, como a conceitos mais latos, tais como: "toda uma infância feliz e despreocupada" ou "aquelas férias grandes". Quando damos por nós, já passou, já acabou. Ficaram só as migalhas com cor de chocolate, os créditos finais, passando em corrida para não corrermos o risco de ficar mesmo a saber quem escreveu a série ou quem penteou os actores... Ficámos só nós, com mais rugas que no ano anterior, com menos dias úteis (ou inúteis, como se desejam) de férias para gozar.

Mas - também dizem as avós - não há regra sem excepção. E pode acontecer que uma coisa que até nos estava a dar um valente gozo dure um bocadinho mais. Como se afinal houvesse uma carga extra na bateria.

Afinal o Papel Químico pode não ter sido só um avistamento de cinco noites (e avistamento é o termo certo, quando aquilo que as pessoas fazem é assistir a um fenómeno do Entroncamento que dá pelo nome de Luís Franco-Bastos). Afinal pode haver mais seis noites de esquizofrenia, num teatro perto de si - dos lisboetas, para já. Depois o Mundo. E quem sabe um dia Olivença, "que também é Portugal!"

Tudo isto para dizer que nas noites de 20, 21, 22, 27, 28 e 29 de Julho, estamos de volta ao São Luiz. Regressamos de propósito para que quem não conseguiu ver à primeira, veja agora. Sentem a pressão desta responsabilidade? Óptimo. Era isso mesmo que eu queria. Depois no espectáculo o Rui Costa, o Figo , o Mourinho e o Jaime Pacheco explicam-vos como lidar com essa pressão que sentem.

 


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escrito por Joan@ às 13:23
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

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escrito por Joan@ às 23:04
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Sábado, 16 de Maio de 2009

E nunca é demais lembrar que a peça ainda está em cena, nos dias 16, 22 e 23 de Maio. É escolher, freguesa, que "o Paulinho está maluco!" (esta fica para perceberem quando forem ver...).


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escrito por Joan@ às 11:03
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Tenho andado ausente do blog por um motivo muito válido. E desta vez nem sequer estou a referir-me aos motivos habituais, também eles muito dignos (leia-se "ver programas do Goucha" ou "ler revistas cor-de-rosa de semanas passadas").

Desta vez o motivo chama-se Papel Químico (dito desta forma até parece que me meti na droga - e na verdade foi mais ou menos isso).

O espectáculo já vinha sendo falado entre nós (o esquizofrénico Luís Franco-Bastos e a também mentalmente perturbada Ana Ribeiro) há longos meses, e finalmente estreou. Ontem.

E que tal a sensação? - perguntam vocês. Que pergunta tão estúpida, respondo-vos eu. Faz lembrar aquela mania das pessoas perguntarem "já te sentes mais velho?" assim que acabamos de soprar as velas de aniversário. Ainda assim, vou ser condescendente e tentar responder.

 

Apercebi-me de que estava realmente nervosa ontem quando fui a correr jantar a casa e dei por mim de tabuleiro, confortavelmente instalada no meu sofá, com a televisão ligada durante longuíssmos minutos no canal.... de teste da Zon. Ou seja, um canal com écrã sempre negro, ao melhor estilo César Monteiro. E eu a apreciar. Porque o filme que estava a ver passava-se todo dentro da minha cabeça. Chamava-se qualquer coisa como "ai-que-grande-catástrofe-que-isto-vai-ser-senhores". Mas, surpreendentemente, não foi. As pessoas até se riram mais do que duas ou três vezes, e chegaram mesmo a bater palmas.

Apercebi-me que continuava nervosa, já no São Luiz, quando dez minutos depois da peça ter começado reparei que não tinha os óculos comigo, tinha-os perdido algures no teatro, e como tal não estava a ver mais do que um vulto que eu desconfiava (tinha quase a certeza, até) ser o Luís. Já com metade do espectáculo decorrido, adivinhem. Sim, continuava nervosa, porque só nessa altura reparei que também não tinha o telemóvel comigo. Mas queria lá saber (e isto sim é um sintoma de que algo de muito anormal se passa).

Quando finalmente o texto chegou ao fim (e a verdade é que passou a correr) e o São Luiz ficou vazio novamente (ok, pelo meio houve alguns cumprimentos e amáveis palmadas nas costas!), é que percebi que já estava! Já passou! Como no fim das vacinas.

O que eu não sabia é que o grande momento ainda estava para vir. Nada acontece por acaso, e quando saímos apanhámos um táxi. Mas não era um táxi qualquer. Era um monovolume com uma porta daquelas de correr. Sempre sonhei andar num carro desses, para poder sentir-me um verdadeiro membro do Esquadrão Classe A. E tinha de ser ontem! 14 de Maio de 2009, claro. Faz todo o sentido. Controlei a ansiedade para não dizer "BA, BA, chamando Murdock!" enquanto descia a Rua do Alecrim. Foi um curto percurso este, é certo - pouco mais de um minuto. Mas vai durar a vida toda.


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escrito por Joan@ às 10:57
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Sábado, 9 de Maio de 2009

É quase Verão mas chove como se fosse Novembro.

É sábado mas está trânsito como se fosse segunda-feira.

Tenho vinte e três anos mas doem-me as cruzes como se tivesse noventa.

Estou a comer uma gelatina que está dentro do prazo mas parece ter sido feita em 1977.

Detesto dias assim mas é como se gostasse.


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escrito por Joan@ às 16:40
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Ontem um pequeno acidente envolvendo um joelho, por acaso meu, e uma microscópica ferida, por acaso minha, debaixo dumas calças que, adivinhem, trazia vestidas, levou-me a fazer uma pesquisa no Google que é com certeza habitual da parte dos homicidas e outros meliantes em fase de início de carreira. As palavras chave eram: "como limpar nódoas de sangue?". Agora que as mencionei aqui, tenho a certeza que chegarão a este blog muitos dos que procuram saber a verdade. Meus amigos, sejam bem-vindos, não me interessa se assassinaram alguém ou se se cortaram a descascar cenouras, todos serão tratados de igual modo. Quanto à resposta que anseiam saber, o Google ensinou-me coisas parvas, como usar leite frio - que só faria as minhas calças ficarem mais imundas - e coisas básicas, como usar água quente. Façam as vossas escolhas e eliminem todas as provas.

 



escrito por Joan@ às 16:31
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