Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Hoje recebi o seguinte convite...

 

Maria (nome fictício, para protecção da pessoa em causa) invited you to "Benfica Campeão " on Sunday, May 9, 2010 at 11:00pm.

Event: Benfica Campeão
      "Comemoração do Titulo Nacional 2009/10"
What: Mixer
Start Time: Sunday, May 9, 2010 at 11:00pm
End Time: Monday, May 10, 2010 at 9:00am
Where: Marquês de Pombal

 

Meus amigos, isto começa a tomar proporções ridículas! (E não, não aproveitem o termo "proporção" para fazerem nova referência às goleadas. Eu até acho isso giro. Dá mais emoção aos jogos e recebem 3 pontos na mesma, com o dobro do cansaço).

Este convite só me faz lembrar aqueles nerds que arranjam, sem saber como nem porquê, uma namorada giríssima, e pensam para si: "Deixa-me cá marcar já o casamento para ela não me fugir. Com a boda marcada, padrinhos convidados, igreja reservada e menu escolhido, com porco em vinha de alhos e tudo, ela não me vai fazer a desfeita de acabar tudo comigo". Sugiro até que festejem já, que os campeonatos (sobretudo os vencidos pelo SLB) não são como os aniversários: não acontecem todos os anos, nem dá azar comemorar antes.



escrito por Joan@ às 08:34
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Hoje venho falar-vos da minha experiência com anti-histamínicos. Mais precisamente com a oxatomida, o princípio activo de uns comprimidos que me deixam absoultamente inactiva, do princípio ao fim. É certo que cumprem a função pela qual recorro a eles: acabar com a alergia. Mas pelo caminho, levam tudo o resto. A insensibilidade no nariz, na boca, nos olhos ou nos ouvidos é tanta que era impossível lá ter qualquer tipo de comichão, ardor ou sensação minimamente humana. Por outro lado, e apesar de não estar descrito nos seus mil efeitos secundários, este tipo de químicos deixa-me num estado ao qual dou o nome de  "demasiada autoconsciência". Eu sinto demasiado as partes integrantes do meu corpo. Sinto demasiado que tenho duas pernas, dois braços, uma cabeça (apesar deles, em si mesmos, estarem como já vimos insensíveis). Tenho demasiada noção de que eles lá estão e do quanto pesam. É difícil coordená-los de forma a pegarem em objectos ou subirem escadas (atenção: só solicito o agarrar de objectos aos braços e a subida de escadas às pernas, os efeitos secundários ainda não abrangem esse grau de confusão mental). Por isso o conselho que aqui deixo é: criançada, mantenham-se longe das drogas. E mantenham-se também longe de gatos, animais que podem obrigar-vos, pela sua largada compulsiva de pêlo, a consumir essas tais drogas. E agora vou fechar os olhos e dormir em cima do teclado. Já está.


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escrito por Joan@ às 14:16
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Agora, e a mando da Direcção Geral de Saúde, todos tratamos as nossas mãos como se fossem alfaces, já se sabe. Não quer isto dizer que as temperemos com azeite e vinagre (embora seja talvez uma hipótese a ter em conta) mas sim que as desinfectamos constantemente com uma espécie de Amukina para humanos. Aqui na casa-de-banho das PF há dois desinfectantes ao serviço dos utilizadores: um deles gaba-se de eliminar 99,9% dos germes, o outro vangloria-se por arrumar com 99,9% das bactérias. Ora a mim parece-me claro que a causa da nossa morte vão ser os 0,01% de micróbios que nem um nem outro conseguem exterminar.



escrito por Joan@ às 13:17
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

Há quem se mostre muito chocado com esse estranho hábito dos portugueses (ao qual infelizmente nunca tive o privilégio de assistir) de aplaudirem quando um avião aterra (avião dentro do qual eles se deslocam, claro, senão eram ovações constantes ali junto ao Areeiro).

Eu cá compreendo-os muito bem, e vou até mais longe: sinto genuína vontade de abraçar e beijar demoradamente o comandante, no momento da aterragem (depois do avião estar bem parado, claro, não fosse esse ataque causar algum acidente). É que para mim é, e será sempre, um milagre, isto dos seres humanos voarem. E o desconforto vivido durante uma viagem de avião é recompensado no momento em que piso terra firme, e sinto uma alegria de viver que acho que nem no saudoso 3 de Janeiro de 1986 senti (até porque cortarem o cordão umbilical a uma pessoa é sempre coisa desagradável). É por isso que recarrego baterias em todas as viagens que faço. Não interessa os sítios onde vou, até posso fazer apenas Lisboa-Porto, mas se meter check in e check out, e bagagens e sacos de enjoo e, como diziam no último vôo da TAP em que andei "o colete da salvação" (o que dá à coisa um ar católico, e ao mesmo tempo cria em medrosos como eu a certeza de que sim, vamos mesmo morrer, é o dia do juízo final), é suficiente para eu me considerar uma sobrevivente quando saio do avião.


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escrito por Joan@ às 18:18
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Basta a análise das duas divisões principais das habitações para descobrir o nivel de desenvolvimento dos povos. Falo, evidentemente, da casa-de-banho e da cozinha. E acho que a inexistência de um bidé, numa delas, e a existência massiva de goulash noutra (espero que estejam a fazer as correspondências devidas, e não a imaginar um guisado de porco com muita paprika entre o lavatório e a banheira) é bastante elucidativo quanto à sofisticação destas nações.


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escrito por Joan@ às 18:17
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Saio de Portugal, Sócrates é primeiro-ministro de Portugal e anda de cadeias às avessas com o Presidente da República.

Volto a Portugal, passados oito dias: Sócrates é primeiro-ministro de Portugal e anda de cadeias às avessas com o Presidente da República.

Têm a certeza que as eleições já foram, ou afinal adiaram-nas por falta de comparência dos eleitores?

A única diferença que notei (além do facto da minha mãe me ter arrumado o quarto, terem sido lançadas Tridente Senses de canela e menta, e os cartazes do Isaltino se terem multiplicado aqui na rua) foi que já ninguém - além dos funcionários da Sic Notícias - se interessa por política outra vez (as cerca de 19 pessoas que antes de dia 27 se diziam interessadas desistiram). Daqui a quatro anos há mais, agora fechamos para balanço, com umas autárquicas pelo meio, que são um belíssimo pretexto para mais uns arraiais fora de época. Os intérpretes de música ligeira agradecem.


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escrito por Joan@ às 18:11
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