Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Costumo ser contra aquela ideia feita de que "as crianças já não sabem brincar", e que a culpa é dos "jogos de vídeo" (normalmente as pessoas que defendem o primeiro argumento não sabem dizer "consolas")... Talvez porque eu também não sou propriamente da época em que se brincava na rua. Não entendo o fascínio do pião, nem do berlinde abafador e sempre achei que jogar ao mata era uma estupidez inventada por masoquistas. Sempre achei que a televisão, a internet ou o microondas não interferiam minimamente na capacidade das crianças inventarem brincadeiras (pelo contrário, veja-se a célebre cena do cinema em que um Gremlin é derretido num microondas com grill e venham-me lá dizer se isso não é diversão). Bom, tudo isto para dizer que ontem à tarde tive de rever todas estas minhas certezas absolutas sobre o mundo em geral e as crianças em particular. No jardim de um restaurante dois miúdos de 6 ou 7 anos brincavam. A miúda é que ditava as regras (há coisas que nunca mudam, desde a era pré-histórica) e explicava o jogo do seguinte modo:

- Eu sou a casa e grito "casa à venda!" e tu és o avião e respondes "avião à venda!".

E iniciaram este diálogo gritado, que se repetiu durante mais tempo do que o razoável.

Admito, as crianças desta nova geração já não sabem brincar. Mas a culpa não é dos média. É dos pais, que devem ser agentes imobiliários.



escrito por Joan@ às 11:08
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Não é que eu ainda tivesse dúvidas, mas a derradeira prova de que o "Depois da Vida" (TVI) é uma valente fraude é o episódio que vai abrir a segunda temporada. O convidado que Anne Germain porá em contacto com amigos mortos é Carlos Castro. Acham mesmo que se aquilo fosse verdade os defuntos não lhe diziam "escusamos de falar aqui em frente a tanta gente que para a semana já cá estás?".



escrito por Joan@ às 10:55
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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Não é por "uma imagem valer mais que mil palavras", é só porque já estou farta de escrever (só por hoje, não para sempre, que já há demasiada gente na fila do centro de emprego)... E também porque... (*)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(*) ... assim posso deixar-vos pensar que desejo, na verdade, contrair matrimónio com um trabalhador da Urbanos, fazer de apanha-bolas no Estoril Open 2011, incluir brócolos em todas as refeições do ano, transformar-me num bonequinho branco ou passar as férias de Verão na Bracalândia (não sei se ainda existe, caso não exista manda-se reabrir...).


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escrito por Joan@ às 19:02
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

"Joaninha... tu penteias-te?"...


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escrito por Joan@ às 15:46
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Fiz ontem bodas de prata comigo própria. Parte má: estou velha. Parte boa: não penso divorciar-me. Quanto mais não seja porque com esta idade tão avançada e cheia de maleitas já não encontrava ninguém que quisesse ser eu. Portanto vou em frente, até às bodas de ouro (e platina, espero).´

Pela primeira vez fiz anos num dia normal. Não é que nos outros anos os dias não tivessem tudo de normal (desde o sol a nascer no princípio até ao carro do lixo a vir fazer a recolha no fim), eu é que teimava em transformá-los numa espécie de episódio especial de "Oprah's Favorite Things". Todos os minutos de todas as horas tinham de ter alguma coisa extraordinária a passar-se, o que acabava por causar mais exaustão do que êxtase. Ontem fiz 25 anos e isso não foi "a big deal". Mais importante foi a minha avó ter feito 88 anos na véspera, por exemplo, e eu ter reparado que quando fizer 88 anos, já não vou ter direito a essa pré-festa no dia 2 (a não ser que arranje uma neta que perpetue a irritante pontaria de nascer em época de ressaca). Mais importantes são todas as coisas que quero fazer em 2011, mais importante foi fechar o dossier "festividades" para poder voltar à vida normal, de todos os dias, que parece tão chata e afinal deixa tantas saudades, e mais importante ainda é deixar claro que gostei na mesma do meu dia, não sofro de qualquer tipo de depressão pós-parto com 25 anos de atraso e não quero que enviem enfermeiros com colete de forças para me virem buscar.

É claro que aproveitei todo e cada clássico do aniversário o melhor que pude: o pretexto para falar com gente que anda por aí perdida o ano todo e só cruza palavras em datas de nascimento, o quase bolo de anos oferecido pelos coleguinhas de redacção (um quase-bolo porque na verdade era um tronco de natal, e nem sequer quisemos saber porque raio alguém faz um tronco de natal em Janeiro...), o jantar com pompa e circunstância feito pela minha mãe, com direito a vol au vent e a cheesecake (o que prova que, das duas uma, ou somos uma família snob que só fala com estrangeirismos, ou estivemos vários anos emigrados na Suiça e em Newark, deixo à vossa consideração a conclusão), os presentes (desde a Escapada Pitoresca, que é nome digno de filme de domingo, até um relógio novo para pendurar numa parede nova). E por falar em presentes: estou crescida! Não recebi nenhum jogo, nenhum brinquedo, nenhum livro de colorir, só livros de receitas, pratos, travessas, talheres... A minha família quer transformar-me na Nigella Lawson. E eu deixo, que acho que isso ainda pode reverter a meu favor. É que até em termos gastronómicos eu estou crescida. Ontem almocei bacalhau cozido! Sim, comi aquele peixe que todos os adultos adoram, depois de anos e anos sem abdicar de um muito maduro atum ou duns sofisticados douradinhos.

Lembro-me de andar na escola e imaginar que gente com 25 anos era muito adulta, com vida feita, casa posta, marido e filhos.

Como não gosto de defraudar ninguém, e muito menos a mim mesma, anuncio aqui oficialmente que...

Não, estou a brincar. Vou continuar a crescer devagarinho, como fiz até aqui (por algum motivo ainda não passei dos 1,53m). Um pé atrás do outro. Um dia bacalhau cozido, noutro dia (quem sabe sexta-feira) habitação própria, e quando dermos por nós vou usar aquelas malas de couro que as mães usam e dentro das quais trazem carteiras que por sua vez têm fotografias tipo passe dos filhos, nas quais os filhos nunca estão favorecidos.

 


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escrito por Joan@ às 09:08
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Por ter passado, à meia noite, um dos melhores filmes de comédia nacional dos últimos anos: O Contrato.

 

 

 


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escrito por Joan@ às 17:07
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A minha primeira descoberta do ano (pese embora seja de 2005) chama-se Everybody hates Chris.

Vi uma temporada (22 episódios) em dois dias. O que significa duas coisas: estava com gripe e estava a gostar (da série, não da gripe).

É que além duma boa ideia, de boas histórias e dum elenco infantil de fazer inveja, Everybody hates Chris tem uma grande banda sonora.

E felizmente tem mais 3 temporadas ainda por ver (se conseguir uma semaninha de baixa a coisa fica despachada).

 



escrito por Joan@ às 12:22
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Domingo, 2 de Janeiro de 2011

31 de Dezembro de 2010:

 

Já não me lembrava de ter uma gripe assim. Daquelas com tudo a que se tem direito: febre a sério (para mim, que tenho como temperatura habitual 35º, ou seja, passo grande parte da vida com temperatura de cadáver e aproximo-me perigosamente da morte quando aqueço um bocadinho), calor, arrepios, transpiração digna de Carnaval da Bahia, frio, dores na parte da frente da cabeça, na parte de trás da cabeça, e naquela parte que eu não sabia que tinha na cabeça (dito assim subitamente parece que estou a referir-me a cornos, mas vou deixar estar e resistir ao impulso de apagar), dores na garganta, nos ouvidos, nos dentes e no maxilar (sim, vá-se lá saber porquê), dores nos ossos dos pés como se tivesse acabado de entrar no mar da Ericeira (como se pertencesse àquele grupo de idosos dementes que dão mergulhos no Ano Novo), aquela sensação incomparável de ter levado com uma moca de madeira de um qualquer Flinstone em cheio no pescoço.

 

1 de Janeiro de 2011:

 

Acordei às 8 da manhã para me encher de mais uma dose de estupefacientes, e qual não é o meu espanto quando me sinto deslizar até à cozinha, como quem participa no mais recente videoclip do Usher (não teve assim tanto estilo, até porque estava com um pijama do Snoopy, mas o que importa reter é que o andar já não era entorpecido e mole). Recorri aquela medição absolutamente rigorosa que passa por enfiar um bocado de mercúrio debaixo da axila e descobri que já não tinha febre. Ainda estava nuns elevadíssimos 36 graus e tal, o que fazia do meu organismo uma espécie de Albufeira em Agosto, mas já estava a voltar ao normal.

 

Posto isto, a tosse cá continua, restos doutros sintomas também, mas febre nem vê-a. Já tive febres mais altas mas esta foi a campeã, indiscutível, em termos de qualidade/tempo. Conseguiu fazer grandes estragos em pouco mais de 24 horas e depois, tal como apareceu, desapareceu. E a questão que fica no ar é: "porquê"? Ou, para os mais dramáticos (ajoelhando-se e erguendo mãos para o céu) "porquê meu Deus, porquê logo no último dia do ano!?". Avento já varias hipóteses:

a) Tratou-se apenas e só de greve geral do meu organismo ao reveillon. E o que é certo é que pela primeira vez em 24 anos me livrei das passas...

b) Foi o Universo a dizer "ficas em casa a ver a Casa dos Segredos, que depois de 3 meses como mais fiel espectadora, era o que faltava não apoiares a Ana Isabel na final". (Agora fiquei na dúvida se terá sido o Universo ou "A Voz").

c) Foi Deus (há uma música assim, não é?) a evitar que eu tenha saudades de 2010 e a mostrar que a Maya tem razão quando diz que os capricórnios serão saudáveis em 2011 (sim, Deus lê o Tarot da Maya, é só por isso que ele compra o Público ao Domingo).

d) Foi a minha mãe (as mães têm formas misteriosas de nos adoecer, nem sempre recorrendo a veneno na sopa), com medo que eu me embebedasse na passagem de ano e, à beira dos 25 anos, iniciasse uma carreira no alcoolismo que acabaria por ser fatal e deixar toda a família inconsolável.

e) Foi a única maneira de eu ter finalmente um fim de ano memorável, depois de ter tentado ser feliz em Santa Cruz, em Trinidad e Tobago, na Ericeira, no Vimeiro, no Casino da Póvoa, no Restelo, numa festa de travestis, na Bahia, no Terreiro do Paço e na Nicarágua (alguns destes destinos podem não corresponder inteiramente à verdade).

f) Foi azar, a 31, e sorte, a 1. Mau fim, bom início. Antes assim.

 

Venham de lá os outros 364 dias.



escrito por Joan@ às 16:39
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