Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013

Este blog começa a ser como um daqueles parentes que só vemos de ano a ano (precisamente pela altura do Natal), mas não é por isso que vou acabar com ele. Também não matamos o nosso tio-avô lá porque só o vemos na Consoada.

 

Assim, e passado quase um ano desde o último post, venho fazer o meu rescaldo de 2012. Com atraso, bem sei, mas não tenho culpa que a época de Natal seja tão má para os guionistas como para os pasteleiros: também fazemos horas extra. E o pior é que não é a pincelar bolo-rei. 

 

Mas não queria deixar passar em claro um ano tão importante como 2012. Afinal de contas foi o ano em que o meu grande herói, Paco Bandeira, que me tinha feito comprar a cassete da banda sonora da Roseira Brava, mostrou que a ternura dos 40 não existe coisa nenhuma! O melhor é aproveitar a ternura enquanto tenho 27, que depois acaba-se e o tratamento é de caçadeira para cima.

 

2012 foi o ano em que fiquei a conhecer Helsínquia, Oslo, Estocolmo, Copenhaga e Madrid. Ah, e Ofir também (muito bonito). Foi o ano em que mais kilómetros de páginas escrevi (devia usar um tacómetro, com os camionistas). Foi o ano em que conheci Deus (há quem lhe chame Manuel Luís Goucha). Foi o ano em que aprendi a andar de bicicleta (sem rodinhas!). Foi o ano em que a minha casa deixou de ter uma espécie de catarata do Niagara na sala (bom para atrair turistas, mas chato na rotina diária). Foi o ano em que comecei a acordar antes das seis da manhã para cumprir um daqueles sonhos que nós achamos que são tão altos que nem verbalizamos (até porque coisas altas dão-me vertigens). Foi o ano em que fiz novos amigos (logo eu, que sou tão anti-social). Foi o ano em que aprendi (aprender é uma palavra claramente exagerada) a jogar squash. Ah, e foi o ano em que descobri finalmente onde comprar bons rissóis de camarão. Nunca devemos subvalorizar um bom rissol.

 

2012 ainda não foi o ano em que tive uma apendicite (mas passei uma tarde no hospital a pensar que sim). Ainda não foi o ano em que ganhei o Euromilhões (o facto de não jogar talvez não ajude). Ainda não foi o ano em que voltei aos Estados Unidos. Ainda não foi o ano em que cumpri uma dieta exemplar. Por isso é que inventaram 2013. Ou então vai só ficar tudo na mesma, e vai ser muito bom assim.

 

 

 


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escrito por Joan@ às 20:53
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