Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Eu nunca soube perder, e ainda hoje continuo a não ser grande coisa nessa matéria, admito.

Nos serões familiares jogávamos Trivial Pursuit e eu, apesar de ser a mais nova de todos e não ter qualquer hipótese, acreditava sempre piamente que ia ganhar, e ficava enfurecida quando isso não acontecia. Invariavelmente deitava o tabuleiro ao chão como quem não quer a coisa, e a história costumava acabar com um açoite ou um castigo. Serões divertidos, portanto.

As coisas não mudaram assim tanto desde então. Basta recuar até ao Verão passado para recordar jogos de ténis ou de bowling, nos quais eu, ao fim de poucos minutos, e com a derrota mais que assegurada, começava a jogar com displicência e sem vontade, tentanto que os desafios fossem cancelados por falta de (minha) comparência.

Por todos estes motivos penso sempre duas vezes antes de criticar quem não sabe perder. Não tenho grande moral para apontar o dedo aos jogadores que agridem adversários e levam vermelhos directos. Se eu jogasse futebol era certamente esse jogador. Duvido que aguentasse mais de dois/três minutos em campo num derby.

Provavelmente o tal "electricista" da Luz sofre do mesmo problema que eu. Temos de dar o devido desconto. Afinal de contas é só mais um caso de erro de casting no Benfica. A pessoa errada na função errada. Espero pelo menos que o electricista tenha sido mais baratinho que o guarda-redes.

Continuo a ter pouco jeito para perder e o futebol não me tem dado grandes hipóteses de aprender, devia ter escolhido um clube que perdesse mais frequentemente! Ainda assim continuo a sentir a mesma inveja que sentia na escola, quando via meninos (e meninas) que apesar de perderem os jogos saíam de campo alegremente, como se nada fosse, enquanto eu pegava na lancheira, entrava no carro do meu pai e tinha vontade de lhe pedir para parar rapidamente numa bomba de gasolina. Para comprar sugus? Não. Para partir aquilo tudo. Já me estou a ver, de bibe e panamá na cabeça, a pontapear quem se pusesse à minha frente...

Saber ganhar é mil vezes mais fácil do que saber perder, não há dúvida. Por isso deixo hoje aqui a minha solidariedade para os benfiquistas mais ferrenhos de que há memória: grande abraço para os redactores d'A Bola. Amanhã já podem voltar a fazer capas com Jorge Jesus vestido de Schwarzenegger e essas coisas giras, e esquecemos todos que isto se passou. Volta tudo à normalidade.

 


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escrito por Joan@ às 11:44
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Este título parece uma manchete de dia das mentiras, ou simplesmente uma manchete de Inimigo Público num dia normal. Realmente parece absurdo que as PF se tornem responsáveis. Mas isso acontece apenas se associarmos maioridade coisas como seriedade, juízo ou tino (palavra que muito aprecio, porque apesar de se referir a prudência me lembra sempre o Tino de Rans). Mas a verdade é que eu também já ultrapassei os míticos 18 anos (embora não pareça e os porteiros de estabelecimentos nocturnos nunca acreditem sem provas documentais) e nunca cheguei a transformar-me na pessoa adulta (a.k.a. enfadonha) que os 18 anos prometiam. Acredito que o mesmo vá suceder com as PF. É que se a maioria das pessoas diz que tem "uma criança dentro de si", nós fazemos questão de botar essa criança cá para fora. Sem que isso constitua interrupção voluntária da gravidez, atenção. Se ser infantil é conservar a capacidade de brincar com tudo e ter aquela particularidade tão desconcertante de dizer as verdades inconvenientes, então as PF são e serão infantis por muito tempo. Eu sou, com "eles" (e estes "eles" já são tantas pessoas!) há mais de quatro anos, e mais recentemente com o Canal Q, há exactamente um ano. Deixo-vos aqui um exemplo do que é o espírito das PF 18 anos depois, do Q um ano depois, e meu, 25 anos depois. "Solta a franga e vem com a gente!".

 

 

 

 

 


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escrito por Joan@ às 09:27
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

A minha ausência na manifestação de amanhã podia justificar-se com uma citação dos Deolinda. Mas não na sua badalada fase "parva", mais na sua fase perspicaz e acutilante, a fase do "movimento perpétuo associativo", essa perfeita descrição do que é ser português. É por isso que digo "vão sem mim que eu vou lá ter", deixando claro para todos os portugueses que dominam este nosso dialecto tão aldrabão que não porei lá os pés.

Uma nota prévia antes que os milhões de membros (são quase mais que benfiquistas) da geração à rasca me saltem em cima: eu concordo com o mote, com a origem de tudo isto. Eu também tenho recibos verdes e perspectivas nulas de algum dia ter um contrato, eu também acho insultuoso que haja pessoas a trabalhar sem receber sob o pretexto do estágio, eu tambem vou deixar metade do meu ordenado em impostos e segurança social, mesmo sabendo que a segurança social nunca me foi nem será útil. Eu também acho que alguma coisa tem de mudar. Mas infelizmente não acho que seja esta manifestação a conseguir operar essa mudança.

Adorava enganar-me mas temo que a manifestação de amanhã nos venha lembrar os protestos estudantis que algures nos anos 90 perdiam toda a razão que pudessem ter no momento em que o primeiro estudante resolvia baixar as calças e exibir as nádegas luzidias ao mundo. Digo isto porque tenho visto no Facebook, recebido e-mails, ouvido conversas, que dão a entender que grande parte das pessoas não sabe ao que vai. Vão à Avenida da Liberdade como quem vai aos Santos ou a um Festival de Verão. Na página de Facebook da dita Geração à Rasca podem ler-se coisas como "abaixo as gravatas!", "porrada com fartura, Sócrates para a rua" ou "abaixo a posição fiscal da igreja católica!". No fundo, cada um vai reclamar com o que bem entender. Não nos espantemos portanto se lá no meio aparecer gente a reclamar contra o preço absurdo dos iogurtes do Pingo Doce ou com o nível das arbitragens em Portugal.

Liberdade de expressão é isto, nada contra. Acho é que mais depressa a manifestação será um evento folclórico do que profícuo. Muitos têm esperança que 12 de Março fique marcado na História, eu acho que por este andar talvez fique, como mais um feriado para acrescentar ao calendário. 

Isto já para não falar da quantidade escandalosa de erros ortográficos que poluem a página do protesto. Talvez seja o meu nervo linguístico sensível a falar mas, para mim, escrever "trás um amigo também" ou "esta-mos lá" é um tiro no pé quase tão grande como o tal velho truque de mostrar o rabo. Leva-me a pensar que se estas pessoas escreveram assim no seu currículo talvez a responsabilidade de estarem sem emprego não seja apenas do universo e da conjuntura.  

Claro que isto são apenas alguns membros do protesto e eu felizmente tenho o prazer de conhecer muitos outros, com bastante actividade no córtex cerebral e que sabem o que querem. Mas quando entramos num protesto passamos a ser um número na multidão e deixamos que a turba fale por nós. É como estar numa claque por amor ao clube, mas ser liderado pelo tipo que está de costas para o relvado a atirar cadeiras pelo ar. 

Se a intenção do protesto é, como se lê no site oficial, promover o debate destas questões que nos preocupam a todos, esse objectivo já está conseguido, e de que maneira. Não há cronista, porteira ou artista plástico que não tenha uma opinião sobre o assunto e que não faça questão de expô-la. Isso é óptimo. É bom podermos concordar com o Miguel Esteves Cardoso ou discordar da Isabel Stilwell. O assunto está posto em cima da mesa, vamos ver se a "saída à rua" de amanhã não o deita por terra. Espero que não.

Todos têm ressuscitado Zeca Afonso e companhia na ânsia de legitimar tudo isto. Citam coisas como "não me obriguem a vir para a rua gritar". Mas quando se vai para a rua convém saber o que se grita. Senão será só ruído.

E coisas como as que li nalguns mails que recebi, como " vamos acabar com a classe política!" são mesmo só poluição sonora. Temos assistido a uma ânsia de enfiar tudo no mesmo saco: tudo o que mexe pode ser absorvido pela Geração à Rasca. De repente o Festival da Canção é uma coisa importante, como se tivessemos voltado ao tempo em que Simone de Oliveira e Madalena Iglésias eram arqui-rivais. Soa tudo a um enorme déjà-vu. Parece que queremos fazer uma revolução mas só sabemos imitar a única que conhecemos. Não me admirava de ver gente com cravos amanhã, quando há tantas flores ainda por explorar. Em última análise espero enganar-me redondamente e vir daqui a uns tempos reconhecer que este protesto tuttifruti serviu mesmo para alguma coisa. Até lá, continuo pouco dada à mixórida de sabores.



escrito por Joan@ às 09:30
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Ontem foi como voltar a começar. Acedendo ao simpático convite do Nuno Costa Santos, dei uma hora de aula na Restart, sítio onde há uns anos iniciei o meu caminho nessa profissão esquizofrénica que é o guionismo. Na verdade não posso dizer que tenha regressado às origens porque "no meu tempo" (é mau sinal quando começamos a usar esta expressão) a escola era no Parque das Nações (longe para burro) e não na Junqueira (mesmo aqui ao lado). Mas apesar da mudança geográfica o resto continua igual. O mesmo espírito, o entusiasmo de quem ouve as coisas pela primeira vez, de quem não caiu ainda na rotina em que as palavras parecem todas repetidas. Fazer um curso, predispormo-nos a aprender o que quer que seja, é como ter seis anos novamente. É voltar à pré-primária. A parte dos picotados e das colagens pode ser trocada por punchlines e brainstormings, mas os estrangeirismos não roubam o encanto à coisa. Ontem por uma hora pude voltar a ter seis anos também. E com os parcos conhecimentos de matemática que se têm nessa idade (os meus não se alteraram muito desde então) fiz contas - pelos dedos - e percebi que só passaram 4 anos desde que saí da Restart. Desde que estava ali sentada numa sala de aula a imaginar que tudo era possível e, ao mesmo tempo, a nem sequer sonhar as coisas que eram possíveis. De repente, olhando para trás, sinto que não fiz nada. Mas ao mesmo tempo vejo que não fiz nada porque andei ocupada a fazer tudo e mais alguma coisa. Portanto o saldo não é assim tão negativo. Há quem veja estes regressos ao passado como o fechar de um determinado ciclo. Eu, como fã que sou de Michael J. Fox, prefiro ver as coisas como um regresso ao futuro. Foi uma oportunidade para pensar no que quero ter para dizer daqui a quatro anos. Espero que seja muito mais fascinante do que tudo o que disse ontem.


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escrito por Joan@ às 09:55
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Há quem ache completamente irracional que haja quem acredite em Deus. Eu acho que é muito mais irracional acreditar em Maicon. Ou Sereno. Ou Sapunaru. E o exemplo não é válido apenas para estes tropeços. É igualmente irracional acreditar em Hulk, ou em Cristiano Ronaldo ou em Messi. A irracionalidade não varia em função da força ou da técnica. Compreendo melhor que haja quem acredite num homem de barba e túnica que habita algures no Universo e que só fala com a Alexandra Solnado, do que alguém que depoiste a sua fé em onze jogadores depilados e tatuados. Porque a ironia suprema é que, mesmo nos dias em que se perde cinco a zero (não estou a ver a quem possa ter sucedido, ultimamente), os adeptos ficam a remoer a derrota nos seus Opel Corsa de 94, no pára-arranca da IC19 e os jogadores escolhem uma de três hipóteses para se consolarem daquela ligeira contrariedade: a) comprar um Porsche, b) comprar um Ferrari, c) comprar um Lamborghini. Não faz sentido depositarmos as nossas esperanças num bando de gente cujos dias se resumem a "trabalho de ginásio, trabalho com bola, trabalho condicionado" (se lessemos isto fora de contexto nem sabíamos se se tratava dum atleta ou dum caniche daqueles que treinam para provas de agilidade). Sinto que o desporto rei não me merece! Não me pagam para tanto sofrimento e aumento do risco de sofrer dum problema cardíaco precoce. Um destes dias vou ser internada por causa dum fora-de-jogo mal assinalado. E com a minha sorte, quando estiver hospitalizada, vou apanhar uma daquelas acções de solidariedade em que um qualquer Fábio Coentrão visita acamados, para demonstrar que os futebolistas podem não ter cérebro mas têm coração! Claro que os adeptos acreditam também que esse coração tem uma só cor. Os sportinguistas acreditam piamente que o Liedson vai continuar a ver jogos da liga portuguesa e a fazer claque por Saleiro, os benfiquistas acham que David Luiz fez toda a viagem até Inglaterra a tentar estancar as lágrimas com a sua gadelha, tal era já a saudade de Jesus e do Barbas. Estas leis são válidas para qualquer pessoa, de qualquer clube, só muda a cor do filtro. Para mim, tudo o que é azul fica melhor. João Moutinho ficou subitamente mais bonito. De certos ângulos é até alto e espadaúdo. Não há lugar para a analise rigorosa no futebol. Há um acordo tácito entre adeptos e protagonistas: para que fiquemos todos em igualdade de circunstâncias, aceitamos deixar o cérebro à porta do estádio. Ao ligar a SportTV, depositamos o nosso cortex cerebral ao lado da box e só o levantamos ao fim de 90 minutos. Ainda assim há quem tente "racionalizar o fenómeno desportivo" (é assim que eles falam) criando novos sinónimos para ridículo: "Rui Santos" ou "Luís Freitas Lobo".

Claro que no final de Maio, ao ver a faixa de campeão, vou ser como as pessoas que se reconciliam com a fé. Perante o milagre da vizinha do 3º esquerdo que voltou a andar contra todas as previsões médicas, bastando o pároco da freguesia tocar-lhe no joelho, a dona Alcina esquece a doença terrível que levou o seu marido e a fez zangar com Deus, e volta a ir à missa e a comungar. Perante o próximo golo de calcanhar do Falcao, eu voltarei a ser feliz, feliz como só os irracionais conseguem ser. E vou insultar aqueles irracionais que estão a dizer que o Benfica é que devia ter ganho o campeonato. É preciso ser estúpido...

 

 

 

 


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escrito por Joan@ às 09:38
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

"The freelance write is a man who is paid per piece or per word or perhaps" (Robert Benchley) - frase sábia e válida também para mulheres. Ainda assim, continua a valer a pena. Hoje passa mais um 2 de Fevereiro, e volta a fazer anos que estou nas Produções Fictícias. A grande diferença é que desta vez dei por mim sem saber já bem quantos anos são. Isto é sinal de uma de três coisas: a) já é muito tempo, b) não é muito tempo mas é muita perda de memória e de capacidade cerebral minha, c) não custa a passar por isso nem dou conta, ao contrário daqueles 5 minutos que se passam à espera que chegue a nossa vez nos correios, e que parecem durar uma vida. Enquanto as PF não se transformarem numa enorme estação dos CTT, em que tudo o que podemos fazer para tentar acelerar os minutos no relógio é ler o último best seller do Paulo Coelho, acho que vou continuar por lá. Mesmo que chamem a minha senha e me mandem embora. Não saio.


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escrito por Joan@ às 09:49
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Costumo ser contra aquela ideia feita de que "as crianças já não sabem brincar", e que a culpa é dos "jogos de vídeo" (normalmente as pessoas que defendem o primeiro argumento não sabem dizer "consolas")... Talvez porque eu também não sou propriamente da época em que se brincava na rua. Não entendo o fascínio do pião, nem do berlinde abafador e sempre achei que jogar ao mata era uma estupidez inventada por masoquistas. Sempre achei que a televisão, a internet ou o microondas não interferiam minimamente na capacidade das crianças inventarem brincadeiras (pelo contrário, veja-se a célebre cena do cinema em que um Gremlin é derretido num microondas com grill e venham-me lá dizer se isso não é diversão). Bom, tudo isto para dizer que ontem à tarde tive de rever todas estas minhas certezas absolutas sobre o mundo em geral e as crianças em particular. No jardim de um restaurante dois miúdos de 6 ou 7 anos brincavam. A miúda é que ditava as regras (há coisas que nunca mudam, desde a era pré-histórica) e explicava o jogo do seguinte modo:

- Eu sou a casa e grito "casa à venda!" e tu és o avião e respondes "avião à venda!".

E iniciaram este diálogo gritado, que se repetiu durante mais tempo do que o razoável.

Admito, as crianças desta nova geração já não sabem brincar. Mas a culpa não é dos média. É dos pais, que devem ser agentes imobiliários.



escrito por Joan@ às 11:08
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Não é que eu ainda tivesse dúvidas, mas a derradeira prova de que o "Depois da Vida" (TVI) é uma valente fraude é o episódio que vai abrir a segunda temporada. O convidado que Anne Germain porá em contacto com amigos mortos é Carlos Castro. Acham mesmo que se aquilo fosse verdade os defuntos não lhe diziam "escusamos de falar aqui em frente a tanta gente que para a semana já cá estás?".



escrito por Joan@ às 10:55
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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Não é por "uma imagem valer mais que mil palavras", é só porque já estou farta de escrever (só por hoje, não para sempre, que já há demasiada gente na fila do centro de emprego)... E também porque... (*)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(*) ... assim posso deixar-vos pensar que desejo, na verdade, contrair matrimónio com um trabalhador da Urbanos, fazer de apanha-bolas no Estoril Open 2011, incluir brócolos em todas as refeições do ano, transformar-me num bonequinho branco ou passar as férias de Verão na Bracalândia (não sei se ainda existe, caso não exista manda-se reabrir...).


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escrito por Joan@ às 19:02
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

"Joaninha... tu penteias-te?"...


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escrito por Joan@ às 15:46
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