Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Melhor que uma assinatura do Washington Post ou do Corriere dela Sera, só mesmo receber todos os meses em casa o catálogo da Dmail. Onde há pérolas como esta:

 

Porta-banana: fruta protegida, fruta mais deliciosa!

Porque nunca se sabe quando lhe vai dar a fome... Este porta-banana em plástico abre-se, coloca-se a fruta lá dentro, fecha-se e leva-se na mala, na mochila, até mesmo na pasta de negócios! A sua banana estará sempre protegida de possíveis embates.

 

Não sei o que acho mais fascinante: se é a inutilidade desta invenção (se há coisa que se transporta facilmente é uma banana), se é a hipótese de levar o porta-banana numa pasta de negócios (fica sempre bem junto ao filofax), se a apelativa frase final "a sua banana estará sempre protegida de possíveis embates". Realmente se há coisa que me angustia e atormenta é a possibilidade de embates sempre que transporto mercadorias perigosas como as bananas.

 

 

 


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escrito por Joan@ às 12:05
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Domingo, 31 de Maio de 2009

Há por aí muita gente que faltou à mesma aula de português. Precisamente àquela em que iam dar a análise sintáctica. Que grande azar. Esses cidadãos, à época pequenos e inconscientes, cresceram, e até se tornaram adultos saudáveis, mas passaram toda uma vida a acreditar que a ordem dos elementos nas orações não é importante. E é por isso que hoje podemos ligar o rádio e ouvir o seguinte anúncio: "não perca, no El Corte Inglês, o conjunto de criança verde".

Criança verde?!? Eu já sabia da existência do "menino azul", mas desconhecia esta nova patologia, que com certeza afecta muitas crianças, ao ponto de haver uma colecção específica nas lojas.


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escrito por Joan@ às 21:59
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Já dizia o António Machado (o poeta, não o imitador) que "o caminho faz-se caminhando" (se bem que o António Machado imitador pode sempre imitar o António Machado poeta e dizer o mesmo... bem, adiante...)

Eu também sou apoiante fervorosa do gerúndio, e acho que o Dia do Trabalhador se comemora trabalhando. Da mesma forma que comemoramos todos os outros dias. Reparem, não trabalhar no dia do trabalhador equivale a não comer bolo no nosso aniversário, não ter árvore de Natal no Natal, nem falar com a nossa mãe no Dia da Mãe (nem telefone, nem SMS, nada!). Que raio de forma é esta de homenagear o Dia do Trabalhador ficando em casa, sem trabalhar, a rebolar no sofá, ouvindo ao longe o som dos filmes de domingo antecipado da TVI?

Eu nunca fui adepta desta forma passiva de celebração, mas a minha indignação subiu de tom há bocado, quando saí para comprar iogurtes e encontrei o Pingo Doce, o Modelo e o LIDL fechados. Ok, depois do primeiro devia ter desistido, os outros foi só mesmo por descargo de consciência e porque ficavam no caminho. Sim, porque eu tinha de me despachar para vir trabalhar...

E agora estou aqui.. a trabalhar e sem ter comido um único iogurte.

Bonito serviço...

 

 



escrito por Joan@ às 18:51
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A resposta é, desde já, NÃO.

Eu não pedi umas canetas que (justiça lhes seja feita) escrevem bem sim senhora mas têm um sabor hediondo quando, ingenuamente, decidimos mordê-las.

Quando comprei este modelo "Sonix Gel", último grito no Office Centre, ninguém me avisou que as canetas faziam parte de um programa de recuperação de roedores compulsivos de material de escrita. É que o sabor disto é com certeza o remédio ideal para afastar qualquer um desse perigoso vício.


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escrito por Joan@ às 17:51
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Ora bem... Quando me pedem "um bocadinho" eu, ingenuamente, suponho que estejamos a falar de dois minutos. Quando me dizem que é capaz de demorar "um bocadinho" eu sou até capaz de tornar a minha noção mais lata e acreditar que seja uma semana.

Foi isso que supus quando, no dia 18 de Fevereiro, um simpático empregado da Decahtlon, ao receber o meu Polar, disse: "é capaz de demorar um bocadinho". Lembro-me como se tivesse sido ontem (e nitidamente não foi!). Disse que depois me ligavam, e eu tudo bem. Aguardei pacientemente uma semana, duas, três. Em Março liguei para lá, disseram-me que se calhar ainda demorava mais um bocadinho. Sempre um bocadinho.

Hoje é dia 29 de Abril e eu liguei para lá só um bocadinho preocupada porque é um bocadinho chato estar à espera há quase três meses que os senhores tenham um bocadinho para arranjar um mísero relógio. A senhora que me atendeu pediu-me que esperasse "só cinco minutos" enquanto ela ia averiguar. Tendo em conta as noções temporais dos funcionários da Decathlon temi esperar 89 horas. Felizmente não. Quando voltou, o que me disse ela? Que daqui a quinze dias chegavam mais alguns relógios e que talvez algum fosse o meu. Com um bocadinho de sorte, digo eu...

 



escrito por Joan@ às 16:32
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Uma nota prévia: se acredita mesmo que é a beber esta água que vai emagrecer, por favor desista desde já de ler as linhas que se seguem, e continue a beber Formas Luso e outras que tais, de preferência a acompanhar aquele leitão da bairrada bem tostado que come a meio da manhã (vai muito bem também com os cachorros quentes e os rissóis que come ao lanche, ajuda a empurrar e deixa mais um espacinho para a sobremesa - a inevitável lampreia de ovos, claro).

 

Posto isto, vamos ao que interessa:

1) Formas Luso não é um bom nome, porque referindo-se "luso" àquele que é português, acho que não deve ser ambição de ninguém ter uma forma luso (mais conhecida como "barriga de cerveja, mais proeminente que a de uma grávida de 8  meses"). Mas tudo bem, pelo menos não é publicidade enganosa.

2) O mais recente anúncio destes senhores promete "trânsito intestinal regulado ou o seu dinheiro de volta". E a questão que surge é: como se faz prova disso?! É que eu ainda percebo que uma pessoa consiga ir ao Jumbo mostrar umas alfaces que comprou no Continente por menos 2 cêntimos, e que assim receba o merecido reembolso.

Agora, como é que o uma pessoa se dirige à sede das águas do Luso (repararam na polissemia da palavra "sede" nesta frase? Espectacular!), continuando: como é que uma pessoa vai ter com os senhores das Formas Luso e prova que o seu trânsito intestinal não está regulado e que merece ser indemnziada?

 

(Pausa para pensar).

 

Prefiro não pensar mais acerca disto.

 

 



escrito por Joan@ às 08:55
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Domingo, 15 de Março de 2009

Depois de um dia dedicado à nobre arte de passar contactos dum telemóvel para outro (com breves intervalos para trabalhar) a pergunta que fica no ar é: quem é que é idiota ao ponto de gravar uma boa dezena de números de telefone em nome de"Carlos", "Diana" ou "Sílvia"? Eu! Será que acreditava mesmo que anos depois, meses depois (quem sabe até logo na hora depois) saberia quem eram essas pessoas sem apelido, sem qualquer referência?

Bem, se estiverem por aí - Carlos, Diana, Sílvia e todos os outros semi-anónimos que povoam a minha agenda - digam-me qualquer coisa, caso contrário esquecerei para sempre a vossa existência (acho que já esqueci mesmo).

 


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escrito por Joan@ às 01:24
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Sábado, 14 de Março de 2009

Foi difícil, deu luta, mas já cá está!

 

 

O meu telemóvel novo, que de novo tem muito pouco, ou não tivesse sido ele repescado do Outlet da Vodafone. Mas a expressão "último grito da moda" sempre me assustou mais do que cativou.

A minha saga (que se arrastou durante toda a semana) de obtenção do dito Nokia 5200 foi uma demonstração bastante evidente de como somos nós que criamos as nossas necessidades. Numa bela manhã de sol olhei para o meu telemóvel de sempre, simpático companheiro dos últimos anos, e vi que ele já não prestava. Coitado. Não fez nada de mal. Pelo contrário, sobreviveu estoicamente a todas aquelas vezes que caiu ao chão... Mas terça-feira percebi que a nossa bonita história não tinha mais pernas para andar. No fundo, é como com as pessoas. Um dia (quem sabe em vésperas das Bodas de Prata) olhamos para o senhor que acorda todos os dias ao nosso lado, pai dos nossos três filhos, e perguntamo-nos o que estará ele a fazer ali instalado. Percebemos que afinal, pensando bem, não gostamos assim tanto dele. Nesse momento, pedimos cordialmente que saia, que arranje outra casa e outra mulher e nunca mais nos procure. É mais ou menos esta a história do divórcio litigioso. E foi isso que eu fiz com o meu Nokia anterior. Amanhã vou aventurar-me neste Nokia posterior e dizer mal da minha vida, quando tiver que passar não sei quantos contactos de um para outro, ou quando o deixar caír ao chão (os cônjuges mudam mas os hábitos ficam) e o écrã se partir ao meio... Mas foi a escolha que eu fiz e agora terei de viver com ela... Não para sempre, mas pelo menos por longos meses de louca paixão.

 


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escrito por Joan@ às 01:34
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Promovo aqui uma mistura de Montra Final do Preço Certo (afinal de contas não devo estar muito diferente do Fernando Mendes, depois do que enfardei nesta "quadra") e escaparate de quiosque, com a segunda (e infelizmente última) fornada de presentes da época. Os dos anos. Além dos supracitados ténis (queria só um pretexto para dizer supracitado), ainda houve lugar para mais alguns artigos de qualidade indiscutível (melhores ainda que aqueles microondas de marca branca do Preço Certo).


 

 

O livro que eu já tinha dito a toda a gente, inocentemente, que "gostava muito de ter", com a remota intenção de reproduzir as receitas do Go Natural em ambiente (des)controlado. O mais provável é que vá apenas folheá-lo, ficar com fome, e dirigir-me ao restaurante mais próximo. 

(Devo acrescentar que o Go Natural, pela minha mão,  já entrou em debates tão estimulantes como "se só pudesses levar um restaurante para uma ilha deserta, qual era?", ou conversas fascinantes partindo da premissa "quem nunca enviou mails elogiosos para o Go Natural que atire a primeira pedra".)

 

 

 

O Tal DVD. Do programa que eu vi pela primeira vez numa reposição, já que ele existiu três anos antes de eu nascer. O mundo era mais pobre em 1983, sem dúvida, mas livrava-se de ser paupérrimo porque tinha Herman José numa grande forma. O meu irmão (que de forma indecente usou o presente antes de mo oferecer) já me avisou que o programa envelheceu. Eu não quis dar-lhe uma desilusão num dia tão bonito, mas a verdade é que quem envelheceu fomos nós. Quando vir logo direi se supera a prova do tempo ou não. Uma coisa é certa, vou gostar de ouvir "Filipa Vacondeus" a falar da paprika, e "Carlos Filinto Botelho" a apresentar o Acontece. Mesmo que não me ria hoje dos sketches, vou rir por me lembrar das festas de Natal em que eu e o meu irmão (o tal que vem envelhecendo) faziamos espectáculos claramente inspirados nestes episódios. 

 

 

Um CD, para lembrar que ainda se vendem e ainda se compram (às vezes). Jack Johnson - In Between Dreams - álbum que inclui "Good People", uma música que levanta a dúvida que também partilho: Where'd all the good people go? I've been changing channels, I don't see them on the TV shows. E eu faço muito zapping mesmo.


  

Last but not least. Um GPS. E a prova cabal de que os meus amigos me conhecem muito bem... Parece que este utensílio já estava comprado mesmo antes de dia 1, em que ocorreu este tristíssimo "rally paper para um" . Pois é! Agora tenho um Tom Tom só para mim, que poderei ensinar e treinar desde pequenino, de forma a que não me leve para Almada de cada vez que quiser ir de Linda-a-Velha às Amoreiras. Acho que vão ser umas viagens divertidas daqui para a frente! Muito obrigada a todos e um óptimo Natal (já só faltam... 11 meses e qualquer coisa).


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escrito por Joan@ às 22:46
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Até eu, que fui aluna (medíocre) de Métodos Quantitativos e não da temível Matemática, sei fazer este cálculo (também conhecido como um "suponhamos").

- Uns ténis da Nike têm como custo de produção 1 mísero euro (lá estou eu a adjectivar, como se mísero euro fosse uma undiade monetária). Pronto: 1€ (que a mãozinha-de-obra em Taiwan está ao preço da chuva, e digo mãozinha de forma literal, porque os operários têm certamente menos de 6 anos).

- Esses mesmos ténis, depois de voarem até um país civilizado (?) como Portugal, passam a custar 100 €.

- Nós olhamos para eles várias vezes antes do Natal mas não nos apetece tirar dinheiro da nossa conta.

- O Natal passa. Vêm os saldos. O preço cai abruptamente para uns escandalosos 70 €. Que são de facto menos 30 € do que na semana anterior... mas continuam a ser mais 69 € do que o preço inicial, se tivessemos negociado com o pequeno artífice de Taiwan à porta da fábrica.

 

É por saber tudo isto que...

 

 

 

 

 

Trouxe para casa uns destes, radiante e convencida de que fiz o melhor negócio da vida, uma espécie de OPA no Portugal dos Pequeninos.


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escrito por Joan@ às 22:42
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