Domingo, 24 de Outubro de 2010

Andava eu no 7º ano (há meia dúzia de meses, portanto) quando fui às Amoreiras, à Valentim de Carvalho (sim, eu vivi na era pré-Fnac) para comprar o CD dos Fool's Garden com o sucinto nome "Go and ask Peggy for the principal thing". Havia duas unidades, eu trouxe uma delas, e sempre que lá voltei visitei a secção do F e o CD continuava lá, sozinho, à espera que alguém o levasse. Isto levou-me a crer, durante anos e anos, que era a única fã de Fools Garden no mundo inteiro. Hoje, sem explicação aparente, acordei com uma música deles na cabeça - talvez isso explique o meu (des)penteado - e não posso esconder o alívio que foi constatar que no Youtube esse grande single de 1997 chamado Probably já foi visto por 272 mil pessoas.

 

 

 

 

Afinal não estou sozinha! Há mais gente que passou algum tempo da sua vida a ouvir uma banda alemã de terceira linha. Descobri entretanto que em 2009 editaram um Best Of chamado High Times. Sim, um best of! Suponho que todas as faixas se chamem "Lemon Tree", o único verdadeiro sucesso da banda. Mas apesar deste escárnio, não há como esconder: eu continuo a gostar deles. O CD continua ali, todo partido, lembrando o uso desmedido que teve... Não está escondido na parte de trás da prateleira como o das Spice Girls ou o do Netinho (que sinto que guarda para poder chantagear-me a mim própria de vez em quando), está ali porque sei que qualquer dia voltará ao meu carro, para dar uma volta e mostrar o seu melhor "Why Did She Go?".

 

 

 


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escrito por Joan@ às 10:59
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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

O ano passado, fiz isto. Este ano, como não tenho pinga de originalidade, vou fazer o mesmo.

 

Janeiro - Little Jackie - The World Should Revolve Around Me - finalmente uma letra sobre coisas importantes: "So I bide my time with philosophical questions / Not for nothing but what came first?/ The chicken nugget or the egg mcmuffin?"
 

Fevereiro - Gym Class Heroes and Estelle - Guilty As Charged - quanto mais não seja porque passo, à vontade, 300 dos 365 dias do ano, a sentir-me a) absolutamente louca / b) a gym class heroe, por estar às 7 da manhã em cima duma bicicleta que nem sequer anda.

 

Março - Melanie Fiona - Give It To Me Right - dando uma de Pedro Boucherie Mendes (sem a parte da arrogância nem a dos olhos tortos), esta senhora é de Toronto, tem 26 anos e foi uma das revelações do ano - para mim - no que ao R&B diz respeito.

 

Abril - La Roux - In For The Kill - são descritos como "um dueto de Electropop / Synth, e eu sempre gostei de coisas que são pop-maxi-electro-supercalifragilisticexpialidocious.

 

Maio - Lily Allen - The Fear - "Now I'm not a saint but I'm not a sinner / Now everything is cool as long as I'm getting thinner" diz Lily. "My life is pretty much this", diz Joana.

 

Junho - Colbie Caillat - Fallin' For You - Porque o relato de um amor improvável entre uma surfista loira e um badocha de fio de ouro ao pescoço é sempre de valor! Viva o amor entre classes (e percentis).

 

Julho - Laura Izibor - Shine - Esta senhora tem menos um ano que eu, e eu acabei de lhe chamar senhora. Como é possível? Diz que se inspira em Aretha Franklin, e a inspiração está a resultar!

 

Agosto - Marcelo D2 - Desabafo - Muitas horas no Algarve a ouvir "deixa, deixa, deixa", que alguém jurava a pés juntos ser "beija, beija, beija". (Não posso gozar muito com isso, que só este ano percebi que na mítica música dos OMC eles diziam How Bizarre e não Alcazar...)

 

Setembro - Daniel Merriweather - Change - Sai mais uma revelação para o R&B em 2009. From Austrália to the world.

 

Outubro - Greenday - 21 Guns - Falhei o concerto em Lisboa, paciência, não se pode ter tudo e este ano já tinha tido oportunidade de ouvir o José Cid no Festival da Sardinha em Portimão.

 

Novembro - Rua da Saudade - Canção de Madrugar - Podia ser esta ou qualquer outra do Ary dos Santos. Finalmente um tributo que não magoa os ouvidos.

 

Dezembro - Foo Fighters - Wheels - Também foram uma revelação (em 1995). Este ano foram só mais uma confirmação. "When the wheels come down / When the wheels touch ground" é coisa para soar nos meus ouvidos daqui a seis meses, quando for a NY. Isto é, se não houver um terrorista mais jeitoso de mãos que este último, que consiga de facto mandar o avião pelos ares (mais ainda do que ele já estará, em pleno vôo).

 

Considerações acerca da falta de gosto / actualidade / relevância / categoria destas músicas, é favor enviar para mailquenuncavouler@gmail.com. Obrigada.

 

 


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escrito por Joan@ às 00:35
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Aviso: o conteúdo deste post é de uma estupidez indescritível, mas apeteceu-me (e, em última análise, é só isso que interessa).

 

Este vídeo da Lady GaGa podia ser a prova material da veracidade daquela história que nos contam desde pequenos: os gagos, a cantar, não gaguejam. Mas, chegados ao refrão (ali por volta do 1:14) cai tudo por terra, reparem nas dificuldades que esta senhora Gaga tem em dizer "Poker".

 

 

 


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escrito por Joan@ às 14:43
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Domingo, 12 de Abril de 2009

"Piano Bar", apresentado por Simone de Oliveira, na RTP Memória.

E eu a ver porquê? O destino assim o quis! E nessas coisas sou muito obediente.

A convidada era a inigualável Amália Rodrigues. Para perguntas insípidas, respostas muito inspiradas.

A melhor de todas vem no fim. Questionada sobre o seu próximo destino, disse:

Vou para a Sicília. Vou ser Amáfia Rodrigues.

 

E pronto. Fim de conversa. É assim que se remata uma entrevista e é assim que o Universo justifica a sua vontade de me ter feito ver cinco minutos de "Piano Bar". Sempre às ordens!

 



escrito por Joan@ às 19:09
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Porque é que o shuffle de todo e qualquer ipod, autorádio ou leitor de mp3 do computador, tem vontade própria? Porque é que estes aparelhozinhos decidiram que, de repente, vão ter preferências (muitas vezes duvidosas), e escolher sempre as mesmas músicas? É um daqueles mistérios que não consigo deslindar (gosto muito deste verbo). Se eu por acaso fosse um shuffle (gosto de pensar nestas abstracções às vezes, também) ia aproveitar para percorrer a lista toda, e passear o máximo preferido. Mas estas bestas não, decidem variar entre duas ou três músicas, sem justificarem este comportamento aborrecido, previsível e monótono.


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escrito por Joan@ às 15:06
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Sobre uma música que passa incessantemente na rádio:

Beyonce Knowles diz "If I were a boy", desdobrando esta possibilidade numa data de actividades interessantes, tais como: "I’d roll outta bed in the morning / And throw on what I wanted then go", "Drink beer with the guys / And chase after girls", "I would turn off my phone / Tell everyone it’s broken"...

Beyonce, todas estas suposições são excusadas (e bastante cansativas de ouvir, se queres que te diga), porque se tu fosses um rapaz, ninguém saberia da tua existência nem seríamos obrigados a ouvir estas músicas em loop. Porque se fosses de facto um rapaz (e não uma ex-Beyonce que mudou de sexo protagonizando um número tipo Roberta Close da pop) ninguém no seu perfeito juízo iria pagar para te ver abanar o rabo.

E poupávamos toda esta chatice.

If you were a boy... o mundo seria um sítio mais tranquilo.

 


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escrito por Joan@ às 09:02
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Notícia choque: Luciana Abreu não ganhou o Festival da Canção! E foi um choque para quem? Para as três velhinhas que acompanham o Festival e para a própria Lucy. Embora ela tente negá-lo, confirma-o com todas as suas forças. Senão vejamos a notícia do Correio da Manhã (sim, uma das velhinhas chocadas trabalha para o Correio da Manhã). Apesar de ter ficado em terceiro lugar, Lucy afirma: "Não foi ganhar, mas também não foi perder". Claro que foi perder! Não há empates no Festival da Canção e muito menos prolongamento, graças a Deus!

 

 

Lucy continua, imparável: "Foi perder para ganhar depois. No ‘Ídolos’ também saí em sexto e hoje estou onde estou, tenho aquilo que tenho." Com "tenho o que tenho" referir-se-á a quê? Ao seu programa de imitação da Xuxa ou aos implantes que já se fazem tão baratos hoje em dia? Querem ver que a Lucy não aprendeu nada com a sua cantiga dos "Pobres dos Ricos"? Não posso crer.

Para mim, a melhor frase ainda é esta: "se Deus quis assim, assim será. Ele lá sabe porquê. Há males que vêm por bem." Primeiro, alguém devia avisar a rapariga que Deus não tem vagar para ver o Festival da Canção, e mesmo que tivesse votaria certamente nas Tayti ou na Nucha. Depois, reparem como Lucy está nitidamente lixada com Deus, embora queira manter o tom amistoso. "Ele lá sabe porquê"? O que é isto? Estamos a falar com um colega da escola? Com um bailarino do Programa da Lucy? Que súbita intimidade é esta de Lucy com Nosso Senhor?

A verdade é que a parte mais perturbadora da notícia ainda estava para vir. E é tão assustador que até me vou abster de comentar. Vejam com os vossos próprios olhos:

 

Sobre a mascote, um boneco negro que a irmã tinha no colo, durante o Festival, Luciana explicou: "O meu bebé? Ah, pois, estou grávida de dois meses. Não sabiam?", brincou. "A mascote chama-se Pedro Pinto, mas não tem a ver com o jornalista da TVI", frisou.



escrito por Joan@ às 11:44
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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Aquilo de ser uma self-made-intelectual era muito cansativo, não era?

Ter de citar Proust e conversar com pessoas acerca de livros que não se vendem nos correios, que canseira!

Esforço desnecessário. Sobretudo quando se pode optar por voltar aos bons velhos tempos do "Furor", e cantar o "Amor" dos "Heróis do Mar", com uma data de estrelas das novelas da SIC.

 



A máscara caiu finalmente! (ou melhor, começou a cair no programa Páginas Soltas, em que parecia mais interessada nas lombadas e nos marcadores do que no que estava escrito nos livros). Mas é bom ver que Bárbara continua a dar uso à sobranceria herdada de Carrilho, que ganha todo um novo sentido quando usada para gritar histericamente coisas como "I'm Like a Bird! Nelly Furtado!". Cara Bárbara, que grande alívio, hein? Livrou-se dos Schumanns e Mozarts e Debussys de que o Maestro Vitorino d'Almeida falava e que estão mais que ultrapassados. Fez o tão desejado upgrade, dos compositores do Romantismo para os cantores românticos, como um Emanuel ou um Tony Carreira. Atreveu-se a cantar, que coragem! É sempre bom voltar às origens, não é?

 

(A parte de se parecer perigosamente com um travesti, ao nível da pintura dos olhos, é que era escusada, quer na versão intelectual quer na popular).



escrito por Joan@ às 00:09
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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

... a música que provoca mais entusiasmo num determinado estabelecimento nocturno na noite dos nossos 23 anos é esta:


O que vale é que "what happens in Vegas stays in Vegas"... E quem diz Vegas diz o nome dessa infame casa de diversão nocturna.

 

A única conclusão possível é que o que está errado não é necessariamente mau. E pode ser até bastante memorável! Uma semana depois da noite mais surreal do ano (ok, também não tem concorrência ainda) - os 23 não pesam assim tanto. Pelo menos ainda não tive de recorrer a psicotrópicos. Só a aquecedores e saquinhos de sementes que se aquecem no microondas. Se soubesse que 2009 era tão frio não tinha passado o ano.


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escrito por Joan@ às 09:47
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Nunca pensei que a minha mãe se desse tão bem com uma jovem pouco mais velha que eu, com problemas de alcoolismo e toxicodependência (já para não falar do penteado e das tatuagens, que isso sim é coisa para chocar a minha família).

 

Mas a verdade é que lhe dei o CD da Amy Winehouse no Natal e ela nunca mais o largou... É sempre bom saber com o que contamos.


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escrito por Joan@ às 15:53
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