Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Passei este mês a escrever vários balanços do ano, cheios de coisas francamente desinteressantes, como eleições, a morte de ditadores ou a chegada da troika, e uma ou outra ligeiramente mais interessante, como a nuvem de cinzas em nova york (também conhecida como cremação do Carlos Castro) ou a emigração, avant la lettre, da família Abreu-Djaló. Mas o meu 2011 foi marcado por coisas bem mais importantes e que provavelmente mudarão tanto o mundo como o desaparecimento do Bin Laden ou do Kim Jong Il, ou seja, nada.

 

Em Janeiro fiz a "sagrada" escritura da casa, e assim, 15 anos depois, regressei a Caselas, que tinha abandonado no fim da quarta classe. Depois disso houve a compra dos móveis, as mudanças, os barbecues no terraço e mais tarde, porque as boas histórias precisam de algum conflito, a chuva e as infiltrações. Aguardemos por 2012 para saber como termina o filme. Se a casa não ruir é um final feliz.

 

 

Uma das aquisições mais importantes para a casa nova foi, claro, o plasma. Para assegurar as doses de televisão de que o meu sistema sanguíneo precisa. Neste momento acho até pouco rigoroso dizer que vejo muita televisão. Acho que é já a televisão que me vê a mim, porque estou sempre em frente dela. E não me arrependo de nada. Até porque em 2011 tive direito a assistir a coisas como esta: uma senhora no você na tv perdeu a oportunidade de ganhar 10 mil euros por não saber quem escreveu "a relíquia". ficou apenas com 100 por saber quem é a jessica athayde. são estas coisas que me fazem acreditar que o facto de ter ido à escola combinado com visionamento maciço do Goucha me fará rica.

 

Como nem só de ócio vive o Homem, tive de ajudar a fazer alguma televisão também. E gostei particularmente de ver o resultado destes sketches:

 

(Não, Não & Não - Canal Q)
Estado de Graça (RTP1)

Além da televisão podemos sempre contar com alguma imprensa para nos dar alegrias. Não vou fazer o resumo das TVMais, TV7dias e TVGuia que li ao longo do ano, porque é manifestamente impossível, mas deixo-vos a manchete que mais me fez rir em 2011. By Correio da Manhã (o melhor, desde que faleceu prematuramente o 24horas) - "Simão Saborsa abatido no funeral do pai". Sou só eu que imagino dois cadáveres em vez de um?

 

Em 2011 também aprendi muito. Fiquei a saber que a Ponte de Entre-os-Rios de chamava Hintze Ribeiro e não Índice Ribeiro, e descobri que afinal nesta música ninguém diz "katmandu".

 

 

 

 

Mas não pensem que eu não tenho consciência social. 2011 foi sem dúvida o ano das manifestações populares, da insurreição dos precários e indignados. Eu não vou passar ao lado disso. Não vou resumir o ano sem recordar o 12 de Março. Dia que me fica na memória por ter visto uma mulher a empunhar um cartaz a dizer "Quero engravidar!". Alguém devia explicar-lhe que não é ali que se trata disso. Se fosse na Praça Tahrir talvez ainda tivesse sorte. Agora, em Portugal, um país de brandos costumes e com Henrique Sotero preso? Nem pensar.

 

2011 foi também ano de grandes alegrias desportivas - na óptica do adepto, já que na óptica do utilizador, torci um pé, acontecimento que me fez chorar muito mais do que qualquer medida de austeridade. Mas voltando à posição de adepto, que é que como quem diz, a posição sentada no sofá, 2011 foi ano de Villas Boas, de Falcao, de 5 a zero, de apagão, de Liga Europa, Taça de Portugal, barriga cheia. E parece que já foi há tanto, tanto tempo, éramos nós umas crianças e Vitor Pereira estava caladinho num lugar discreto. Mas a maior alegria proporcionada, indirectamente, pelo Porto, foi o relato da SportTV nos festejos do campeonato. Fernando Belluschi entra em ampo com um recém-nascido ao colo e o comentador diz "creio que será um animal!". Priceless. Deu-me quase tanta alegria como aquele golo de calcanhar do Falcao (um dos 5).

 

Em 2011 rendi-me finalmente ao iPhone, no preciso dia em que Steve Jobs morreu. Chego sempre um bocado atrasada às cenas da moda. Mas chegou até mim, bem a tempo, a Bimby, e acho que a nossa relação pode evoluir positivamente em 2012 (tenho que ver o que diz a Maya sobre o assunto). Descobri o meu novo restaurante preferido (o Umai, mas não digam a ninguém), experimentei uma coisa que todos deviam experimentar antes de morrer (não, não me confundam com o Renato Seabra, foi só o brunch da Bica do Sapato). Fui à Madeira antes de descobrirem o buraco colossal, fui a Berlim antes de descobrir quão odiosa é a Merkel, fui a Porto Santo e a Amesterdão. E acho que o que gostei mais ainda foi Viana do Castelo.

 

 

Em 2011 apaixonei-me. Sim. Pela Fanny, cuja mãe queria chamar-lhe "Stephanie" (como a princesa do Mónaco), mas foi travada pela avó que não conseguia dizer o nome. E continuei apaixonada pela pessoa que me oferece a melhor parte dos cornettos - o fim - sem pestanejar. E olhem que é uma pessoa amiga do açúcar.

 

E depois de mais um ano em que trabalhei todos os dias para fazer rir alguém, o vídeo que mais gargalhadas me provocou foi este:

 

O que me leva a concluir que a melhor resolução de ano novo é mudar de profissão. Como não sei fazer mais nada (nem rissóis para fora, nem bolos para dentro), o melhor é ficar-me pelas resoluções da praxe. Deixar de fumar, por exemplo, é uma coisa que cumpro sempre com a maior facilidade. Feliz ano novo!


escrito por Joan@ às 10:52
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Este título parece uma manchete de dia das mentiras, ou simplesmente uma manchete de Inimigo Público num dia normal. Realmente parece absurdo que as PF se tornem responsáveis. Mas isso acontece apenas se associarmos maioridade coisas como seriedade, juízo ou tino (palavra que muito aprecio, porque apesar de se referir a prudência me lembra sempre o Tino de Rans). Mas a verdade é que eu também já ultrapassei os míticos 18 anos (embora não pareça e os porteiros de estabelecimentos nocturnos nunca acreditem sem provas documentais) e nunca cheguei a transformar-me na pessoa adulta (a.k.a. enfadonha) que os 18 anos prometiam. Acredito que o mesmo vá suceder com as PF. É que se a maioria das pessoas diz que tem "uma criança dentro de si", nós fazemos questão de botar essa criança cá para fora. Sem que isso constitua interrupção voluntária da gravidez, atenção. Se ser infantil é conservar a capacidade de brincar com tudo e ter aquela particularidade tão desconcertante de dizer as verdades inconvenientes, então as PF são e serão infantis por muito tempo. Eu sou, com "eles" (e estes "eles" já são tantas pessoas!) há mais de quatro anos, e mais recentemente com o Canal Q, há exactamente um ano. Deixo-vos aqui um exemplo do que é o espírito das PF 18 anos depois, do Q um ano depois, e meu, 25 anos depois. "Solta a franga e vem com a gente!".

 

 

 

 

 


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escrito por Joan@ às 09:27
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Ontem foi como voltar a começar. Acedendo ao simpático convite do Nuno Costa Santos, dei uma hora de aula na Restart, sítio onde há uns anos iniciei o meu caminho nessa profissão esquizofrénica que é o guionismo. Na verdade não posso dizer que tenha regressado às origens porque "no meu tempo" (é mau sinal quando começamos a usar esta expressão) a escola era no Parque das Nações (longe para burro) e não na Junqueira (mesmo aqui ao lado). Mas apesar da mudança geográfica o resto continua igual. O mesmo espírito, o entusiasmo de quem ouve as coisas pela primeira vez, de quem não caiu ainda na rotina em que as palavras parecem todas repetidas. Fazer um curso, predispormo-nos a aprender o que quer que seja, é como ter seis anos novamente. É voltar à pré-primária. A parte dos picotados e das colagens pode ser trocada por punchlines e brainstormings, mas os estrangeirismos não roubam o encanto à coisa. Ontem por uma hora pude voltar a ter seis anos também. E com os parcos conhecimentos de matemática que se têm nessa idade (os meus não se alteraram muito desde então) fiz contas - pelos dedos - e percebi que só passaram 4 anos desde que saí da Restart. Desde que estava ali sentada numa sala de aula a imaginar que tudo era possível e, ao mesmo tempo, a nem sequer sonhar as coisas que eram possíveis. De repente, olhando para trás, sinto que não fiz nada. Mas ao mesmo tempo vejo que não fiz nada porque andei ocupada a fazer tudo e mais alguma coisa. Portanto o saldo não é assim tão negativo. Há quem veja estes regressos ao passado como o fechar de um determinado ciclo. Eu, como fã que sou de Michael J. Fox, prefiro ver as coisas como um regresso ao futuro. Foi uma oportunidade para pensar no que quero ter para dizer daqui a quatro anos. Espero que seja muito mais fascinante do que tudo o que disse ontem.


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escrito por Joan@ às 09:55
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

"The freelance write is a man who is paid per piece or per word or perhaps" (Robert Benchley) - frase sábia e válida também para mulheres. Ainda assim, continua a valer a pena. Hoje passa mais um 2 de Fevereiro, e volta a fazer anos que estou nas Produções Fictícias. A grande diferença é que desta vez dei por mim sem saber já bem quantos anos são. Isto é sinal de uma de três coisas: a) já é muito tempo, b) não é muito tempo mas é muita perda de memória e de capacidade cerebral minha, c) não custa a passar por isso nem dou conta, ao contrário daqueles 5 minutos que se passam à espera que chegue a nossa vez nos correios, e que parecem durar uma vida. Enquanto as PF não se transformarem numa enorme estação dos CTT, em que tudo o que podemos fazer para tentar acelerar os minutos no relógio é ler o último best seller do Paulo Coelho, acho que vou continuar por lá. Mesmo que chamem a minha senha e me mandem embora. Não saio.


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escrito por Joan@ às 09:49
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Este é provavelmente o último Natal de sempre, por isso... comam azevias, sonhos e rabanadas sem temer uma indigestão, caso sejam fãs comprem todo o stock de especialidades Ferrero da mercearia mais próxima, tratem pela primeira vez realmente bem a vossa família na Consoada (não insultem a vossa tia só porque não temperou o peru, nem atirem as meias de lã à cara da vossa avó), gastem todo o dinheiro em presentes porque o que vos sobrar, assim como assim, vai todo para impostos no ano novo. Nunca a expressão "como se não houvesse amanhã" fez tanto sentido. Sabemos lá nós se em 2011 não fomos já comprados pela China e transformados numa gigantesca loja de chineses, cheia de coisas em PVC e bandeirinhas de Portugal. Vamos aproveitar enquanto é tempo. Já se diz por aí (e sobretudo pelos corredores do parlamento europeu) que acabou o Natal (xmas is over, noel c'est fini, navidad ha terminado)...

 

 

 

 

 


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escrito por Joan@ às 22:55
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Muitas pessoas me perguntam o que eu tenho andado a fazer.

Mentira.

Só me perguntou a minha mãe, noutro dia... Mais precisamente "o que tens andado a fazer para chegar tão tarde a casa?"... seguido de "quando é que arranjas um emprego estável, como o teu irmão que é filósofo?".

Mentira novamente, vou parar com isto e seguir directa ao assunto.

O que eu tenho andado a fazer é passar os dias no 9º andar de um hotel. Infelizmente o negócio não inclui pequeno-almoço continental nem lavandaria. Inclui "apenas" um canal de televisão. É verdade, estamos a fazer televisão dentro dum hotel. Acho que desde a Pamela Anderson e do seu esposo Tommy Lee que ninguém se lembrava disto.

É o canal Q e está na posição Quinze do MEO.

E é bem jeitoso, diga-se. Aqui ficam algumas das coisas que por lá se têm passado...

 

   

 

 

 

 




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escrito por Joan@ às 18:26
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Sábado, 13 de Março de 2010

Então o que se passou foi isto (eu sabia que esta expressão um dia ainda ia ser útil):

 

Foram treze episódios, uns melhores que outros, como em tudo: mesmo que a velocidade de fabrico seja equivalente, a verdade é que escrever sketches (e protagonizá-los) não é o mesmo que trabalhar na linha de fabrico das conservas Manná (embora às vezes provoque mais calos na mão do que enlatar mexilhões de escabeche). Em vez de nos atormentarmos com as faltas de brilhantismo e de nos armarmos em vítimas de bullying da crítica e dos medidores de audiências, prefiro destacar o que melhor fica do que já passou. E, quanto a mim, foi isto:

 

(http://www.youtube.com/watch?v=0DZnnUT2FZI)

 

 

 

(http://www.youtube.com/watch?v=SWAbOsXMt9I)

 

 

 

(http://www.youtube.com/watch?v=jnq_mFEamcQ)

 

 

 

(http://www.youtube.com/watch?v=5GGXZRrc1f4)

 

 

 

(http://www.youtube.com/watch?v=lUsv5udi3SM)

 

 

 

(http://www.youtube.com/watch?v=VllP1AIlGiw)

 

 

 

(http://www.youtube.com/watch?v=y4j9a-Si3bA)

 

Se fosse um programa da manhã da SIC, agora entravam ramos de rosas e um bolo feito de massapão, e nós chorávamos todos e éramos felizes. Como não é, fico-me por aqui.

 


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escrito por Joan@ às 12:43
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Esta minha incursão pelo maravilhoso mundo do Dmail fez-me lembrar os saudosos (uma pessoa faz 24 anos e sente-se no direito de ser nostálgica) tempos das Condutoras de Domingo, em que sustentei mais de um ano de programa graças aos produtos incrivelmente úteis que encontramos nesse catálogo. E ainda me pagavam (para cima de cinco euros, mensais). Era uma rubrica chamada Estação de Serviço e vou recuperar aqui alguns desses textos. "E porquê?" perguntam vocês... Por serem extremamente sagazes? Não. Só porque me apetece. E se há pessoas a quem apetece inventar um porta-banana, e inventam, o que sou menos que elas?

 

Estação de Serviço - Curiosidades do Mundo

Hoje quero dedicar esta visita à estação de serviço a todas as pessoas sós. É um gesto bonito da minha parte, eu sei, e só por isso, nem sequer vou falar em preços, porque se há coisas na vida que o dinheiro não compra, as “curiosidades do mundo” são uma delas. Estes objectos são uma arma poderosa contra a solidão e podem encontrar-se no mítico site Dmail.pt. A questão que se impõe é: porque é que isto são “curiosidades do mundo”? Existirá algum ilhéu distante, perdido no Pacífico, onde todos os nativos usam estes artefactos? Uma coisa é certa, a existir, será uma povoação muito ruidosa. Se está farto do silêncio da sua casa, é só abrir o catálogo e escolher. Para começar, um abre-garrafas musical, que promete: “sempre que abrir uma garrafa ouvirá o verdadeiro som do rock’n roll tocado por uma guitarra, uma simpática ideia para oferecer a um amigo músico, e a grande atracção dos seus jantares”. Tenho muito medo desta gente: músicos que se fascinam com um utensílio de cozinha que canta, e jantares em que a animação é tal que o melhor mesmo é ouvir o abre-garrafas! Se preferir, há também canecas mágicas, que “parecem normais mas... sempre que as levanta gatinhos muito doces começam a miar”. Sem esquecer as molduras falantes, que permitem que ao ver as fotografias se ouçam descrições como: "aqui está o Mário, à beira-mar, à procura da sua sereia." A única dúvida que tenho é se as minhas fotografias poderão dizer exactamente esta frase, mesmo que me mostrem a mim na estação de metro do Lumiar. Eu gostava.

 




Mas as ofertas não ficam por aqui: para os eremitas fumadores existe um cinzeiro que tosse – equipado com sensores, lança um saboroso catarro de cada vez que lá se pousa um cigarro.

 


E para quem, mesmo na cozinha, acha que o barulho da máquina de lavar e do microondas não é suficiente, nada melhor que uma torradeira com rádio integrado, cujo slogan impõe respeito: “na cozinha é outra música”. Permite sintonizar todas as estações e ouvi-las durante todas as fases de torragem e aquecimento! Por isso, se alguém estiver a ouvir as condutoras numa torradeira, aquilo que posso desejar é que não deixe queimar o pão de forma e… bom apetite!

 


[Condutoras de Domingo, Novembro de 2007, Antena 3.]

 


 

 



escrito por Joan@ às 23:04
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Antes de mais devo dizer que se pudesse ter 2009 numa só revista, adoraria que fosse na Telenovelas. Isto porque além de ter um óptimo formato para levar no bolso, é perita em resumir as coisas ao essencial, reduzi-las ao que realmente interessa, com frases como "Micaela descobre Jorge com Sónia e mata ambos". É isso que pretendo fazer acerca deste ano que agora finda (e não podia findar sem eu usar o verbo findar).

Por entre horas e horas de resumos do ano e da década em telejornais que se repetem até mais não, estão a ficar de fora os acontecimentos realmente marcantes de 2009.

 

E são eles:

 

 

O fim de Calvin & Hobbes no jornal Público. Tudo bem, o seu (à época) director justificou a decisão com o facto de já estarem a repetir pela quinta vez as mesmas tiras. Mas eu leio o jornal antes das nove da manhã, acham mesmo que passados cinco minutos ainda sei o que lá vi? Por mim até podia ser a mesma tira dia após dia, que continuava a aquecer-me mais que o meu cházinho de mel e ginseng (bem a propósito, outra descoberta do ano. É da Tetley, adquiram-no). Falando em géneros alimentícios... outra das grandes descobertas do ano foi o tremoço. Bem sei que Eusébio já o tinha descoberto há várias décadas (dizia ser o seu marisco favorito), mas eu só na passada Primavera é que consumi um pela primeira vez. Não sabia que era preciso tirar a casca. Achei gelatinoso. Mas sempre saiu mais barato que o pires de presunto que consumi no Clube do Fado em Lisboa. 15€, imagine-se. Ainda se tivesse actuado lá a Amália!

Por falar nisso.. Dizem que vários portugueses faleceram vítimas de Gripe A este ano, mas na verdade quem os vitimou foi Amália R (de Rodrigues). Fomos bombardeados em doses industriais - só faltou a Matutano lançar umas batatas especiais onduladas Amália - e no meio da overdose a única coisa interessante que descobri, por acaso, foi este genial fado da Caldeirada.

 

 

Tive oportunidade de comer coisas igualmente esquisitas por essa Europa fora, entre Praga, Viena e Budapeste, e de descobrir que um pomposo Wienerschnitzel não passa dum bife panado (tantas letras desperdiçadas, Deus meu), e tive sobretudo oportunidade de acertar na única companhia aéra a operar em Portugal que faliu sem apelo nem agravo, deixando-me pendurada, de bilhete na mão. Sky Europe, descansa em paz. Qual Solnado, qual Michael Jackson, qual quê. O Mundo pode ter ficado mais pobre sem eles, mas eu fiquei cento e muitos euros mais pobre sem ti. Essa é que é essa.

Uma coisa que felizmente não fale nem falirá jamais é a caixinha mágica (à sua maneira, é também uma caixa negra, com o registo de todos os acontecimentos ridiculamente importantes). Entre o Big Give da Oprah (ainda se lembram?), o Everyday Food, a reconstituição do desaparecimento de Maddie made in TVI e as declarações de Carolina Patrocínio sobre frutas diversas, passou-se um bom bocado! E, mais importante que tudo: eu estive lá, no estúdio do programa da D. Fátima, apresentado por D. Merche. E isso muda a vida duma pessoa. Isso e colaborar de alguma forma no Natal dos Hospitais (nem que fosse fornecendo os croissants do catering). São life changing moments, como diria a supra-citada Oprah.

 

De vez em quando trabalhei. Há muito, muito tempo, era eu uma criança (em Maio), o Papel Químico conheceu a luz do dia, e correu muitíssimo bem. Pelo menos a minha avó foi ver e achou "pilhas de graça". Isso chega-me. Mais recentemente, "O que se passou foi isto"...

 

 

2009 foi também ano de muitas eleições, mas o que realmente fica não são as cruzinhas que as pessoas fazem ou não nos boletins. O que fica é isto: Islatino continua a ser presidente da minha terra (boys will be boys, corruptos will be eleitos), uma chapada nas ventas, sofrida pelo Avô Cantigas com que o PS tentou ganhar as Europeias (apelando ao voto jovem), o facto de Manuela Ferreira Leite se referir repetidamente ao teleponto como power point, e a afirmação de Paulo Portas: "há quem esteja indeciso entre o Bloco e o CDS" - são sempre comoventes estas alusões à mãe em plena batalha política. Ah, e não podemos esquecer esses bonitos momentos de televisão que foram o "Como Nunca os Viu". Para mim era de facto importante saber que Portas come sushi todos os dias e que tem um aquário gigantesco na sala. Mudou radicalmente o meu sentido de voto. Votei sashimi num japonês ali para os lados da Junqueira (bom e barato, não divulguem muito).

Há quem diga que 2009 ficou marcado pelo caso BPP e pelo caso BPN. Para mim ficou marcado pelo caso Caixa Geral de Depósitos, já que tive que desfalcar a minha própria conta em vários milhares de euros (e aviso com pesar que isto não é exagero estilístico) para pagar a dívida à Segurança Social. E o pior é que não me sinto mais segura agora. Sinto-me até bastante insegura sempre que penso no campeonato português e me lembro das afirmações de Varela, no início de 2009: "para além do trabalho é necessário um talento inapto". Pois, talento inapto é o que mais se tem visto lá no Estádio do Dragão. O que muito me apoquenta. Felizmente não acredito em milagres e muito menos em Jesus. Aí vamos nós a caminho do Penta (wishful thinking).

 

Mas previsões para 2010 ficam para outro dia, e para outro blog (talvez o da Maria Helena, a astróloga com o nome menos sonante de sempre). Bom Ano!

 

 



escrito por Joan@ às 23:38
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Já cá não vinha há muito, muito tempo. E a vantagem dos sítios vazios é precisamente essa: podemos abandoná-los por tempo indeterminado que não está lá ninguém para sentir a nossa falta. Isto podia parecer até poético, não estivesse eu a referir-me ao meu próprio blog, o tal que nem eu visito. Mas hoje vim, deixar para a posteridade a nota de que amanhã estreia O Que Se Passou Foi Isto, lá para as 21h30, na RTP.

Vai ser giro ver aqui a data deste post, para daqui a uns tempos vir anunciar que o tal programa pode agora ser visto às 3 da manhã, depois de sucessivas noites de quarta-feira com audiências mais baixas que o Diga Lá Excelência do canal 2. É aproveitar enquanto dura! (pensamento também aplicável à vida, de forma geral, ou a um pacote de bolachas Maryland de forma mais particular).

 


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escrito por Joan@ às 23:18
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