Sexta-feira, 11 de Março de 2011

A minha ausência na manifestação de amanhã podia justificar-se com uma citação dos Deolinda. Mas não na sua badalada fase "parva", mais na sua fase perspicaz e acutilante, a fase do "movimento perpétuo associativo", essa perfeita descrição do que é ser português. É por isso que digo "vão sem mim que eu vou lá ter", deixando claro para todos os portugueses que dominam este nosso dialecto tão aldrabão que não porei lá os pés.

Uma nota prévia antes que os milhões de membros (são quase mais que benfiquistas) da geração à rasca me saltem em cima: eu concordo com o mote, com a origem de tudo isto. Eu também tenho recibos verdes e perspectivas nulas de algum dia ter um contrato, eu também acho insultuoso que haja pessoas a trabalhar sem receber sob o pretexto do estágio, eu tambem vou deixar metade do meu ordenado em impostos e segurança social, mesmo sabendo que a segurança social nunca me foi nem será útil. Eu também acho que alguma coisa tem de mudar. Mas infelizmente não acho que seja esta manifestação a conseguir operar essa mudança.

Adorava enganar-me mas temo que a manifestação de amanhã nos venha lembrar os protestos estudantis que algures nos anos 90 perdiam toda a razão que pudessem ter no momento em que o primeiro estudante resolvia baixar as calças e exibir as nádegas luzidias ao mundo. Digo isto porque tenho visto no Facebook, recebido e-mails, ouvido conversas, que dão a entender que grande parte das pessoas não sabe ao que vai. Vão à Avenida da Liberdade como quem vai aos Santos ou a um Festival de Verão. Na página de Facebook da dita Geração à Rasca podem ler-se coisas como "abaixo as gravatas!", "porrada com fartura, Sócrates para a rua" ou "abaixo a posição fiscal da igreja católica!". No fundo, cada um vai reclamar com o que bem entender. Não nos espantemos portanto se lá no meio aparecer gente a reclamar contra o preço absurdo dos iogurtes do Pingo Doce ou com o nível das arbitragens em Portugal.

Liberdade de expressão é isto, nada contra. Acho é que mais depressa a manifestação será um evento folclórico do que profícuo. Muitos têm esperança que 12 de Março fique marcado na História, eu acho que por este andar talvez fique, como mais um feriado para acrescentar ao calendário. 

Isto já para não falar da quantidade escandalosa de erros ortográficos que poluem a página do protesto. Talvez seja o meu nervo linguístico sensível a falar mas, para mim, escrever "trás um amigo também" ou "esta-mos lá" é um tiro no pé quase tão grande como o tal velho truque de mostrar o rabo. Leva-me a pensar que se estas pessoas escreveram assim no seu currículo talvez a responsabilidade de estarem sem emprego não seja apenas do universo e da conjuntura.  

Claro que isto são apenas alguns membros do protesto e eu felizmente tenho o prazer de conhecer muitos outros, com bastante actividade no córtex cerebral e que sabem o que querem. Mas quando entramos num protesto passamos a ser um número na multidão e deixamos que a turba fale por nós. É como estar numa claque por amor ao clube, mas ser liderado pelo tipo que está de costas para o relvado a atirar cadeiras pelo ar. 

Se a intenção do protesto é, como se lê no site oficial, promover o debate destas questões que nos preocupam a todos, esse objectivo já está conseguido, e de que maneira. Não há cronista, porteira ou artista plástico que não tenha uma opinião sobre o assunto e que não faça questão de expô-la. Isso é óptimo. É bom podermos concordar com o Miguel Esteves Cardoso ou discordar da Isabel Stilwell. O assunto está posto em cima da mesa, vamos ver se a "saída à rua" de amanhã não o deita por terra. Espero que não.

Todos têm ressuscitado Zeca Afonso e companhia na ânsia de legitimar tudo isto. Citam coisas como "não me obriguem a vir para a rua gritar". Mas quando se vai para a rua convém saber o que se grita. Senão será só ruído.

E coisas como as que li nalguns mails que recebi, como " vamos acabar com a classe política!" são mesmo só poluição sonora. Temos assistido a uma ânsia de enfiar tudo no mesmo saco: tudo o que mexe pode ser absorvido pela Geração à Rasca. De repente o Festival da Canção é uma coisa importante, como se tivessemos voltado ao tempo em que Simone de Oliveira e Madalena Iglésias eram arqui-rivais. Soa tudo a um enorme déjà-vu. Parece que queremos fazer uma revolução mas só sabemos imitar a única que conhecemos. Não me admirava de ver gente com cravos amanhã, quando há tantas flores ainda por explorar. Em última análise espero enganar-me redondamente e vir daqui a uns tempos reconhecer que este protesto tuttifruti serviu mesmo para alguma coisa. Até lá, continuo pouco dada à mixórida de sabores.



escrito por Joan@ às 09:30
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Antes de mais devo dizer que se pudesse ter 2009 numa só revista, adoraria que fosse na Telenovelas. Isto porque além de ter um óptimo formato para levar no bolso, é perita em resumir as coisas ao essencial, reduzi-las ao que realmente interessa, com frases como "Micaela descobre Jorge com Sónia e mata ambos". É isso que pretendo fazer acerca deste ano que agora finda (e não podia findar sem eu usar o verbo findar).

Por entre horas e horas de resumos do ano e da década em telejornais que se repetem até mais não, estão a ficar de fora os acontecimentos realmente marcantes de 2009.

 

E são eles:

 

 

O fim de Calvin & Hobbes no jornal Público. Tudo bem, o seu (à época) director justificou a decisão com o facto de já estarem a repetir pela quinta vez as mesmas tiras. Mas eu leio o jornal antes das nove da manhã, acham mesmo que passados cinco minutos ainda sei o que lá vi? Por mim até podia ser a mesma tira dia após dia, que continuava a aquecer-me mais que o meu cházinho de mel e ginseng (bem a propósito, outra descoberta do ano. É da Tetley, adquiram-no). Falando em géneros alimentícios... outra das grandes descobertas do ano foi o tremoço. Bem sei que Eusébio já o tinha descoberto há várias décadas (dizia ser o seu marisco favorito), mas eu só na passada Primavera é que consumi um pela primeira vez. Não sabia que era preciso tirar a casca. Achei gelatinoso. Mas sempre saiu mais barato que o pires de presunto que consumi no Clube do Fado em Lisboa. 15€, imagine-se. Ainda se tivesse actuado lá a Amália!

Por falar nisso.. Dizem que vários portugueses faleceram vítimas de Gripe A este ano, mas na verdade quem os vitimou foi Amália R (de Rodrigues). Fomos bombardeados em doses industriais - só faltou a Matutano lançar umas batatas especiais onduladas Amália - e no meio da overdose a única coisa interessante que descobri, por acaso, foi este genial fado da Caldeirada.

 

 

Tive oportunidade de comer coisas igualmente esquisitas por essa Europa fora, entre Praga, Viena e Budapeste, e de descobrir que um pomposo Wienerschnitzel não passa dum bife panado (tantas letras desperdiçadas, Deus meu), e tive sobretudo oportunidade de acertar na única companhia aéra a operar em Portugal que faliu sem apelo nem agravo, deixando-me pendurada, de bilhete na mão. Sky Europe, descansa em paz. Qual Solnado, qual Michael Jackson, qual quê. O Mundo pode ter ficado mais pobre sem eles, mas eu fiquei cento e muitos euros mais pobre sem ti. Essa é que é essa.

Uma coisa que felizmente não fale nem falirá jamais é a caixinha mágica (à sua maneira, é também uma caixa negra, com o registo de todos os acontecimentos ridiculamente importantes). Entre o Big Give da Oprah (ainda se lembram?), o Everyday Food, a reconstituição do desaparecimento de Maddie made in TVI e as declarações de Carolina Patrocínio sobre frutas diversas, passou-se um bom bocado! E, mais importante que tudo: eu estive lá, no estúdio do programa da D. Fátima, apresentado por D. Merche. E isso muda a vida duma pessoa. Isso e colaborar de alguma forma no Natal dos Hospitais (nem que fosse fornecendo os croissants do catering). São life changing moments, como diria a supra-citada Oprah.

 

De vez em quando trabalhei. Há muito, muito tempo, era eu uma criança (em Maio), o Papel Químico conheceu a luz do dia, e correu muitíssimo bem. Pelo menos a minha avó foi ver e achou "pilhas de graça". Isso chega-me. Mais recentemente, "O que se passou foi isto"...

 

 

2009 foi também ano de muitas eleições, mas o que realmente fica não são as cruzinhas que as pessoas fazem ou não nos boletins. O que fica é isto: Islatino continua a ser presidente da minha terra (boys will be boys, corruptos will be eleitos), uma chapada nas ventas, sofrida pelo Avô Cantigas com que o PS tentou ganhar as Europeias (apelando ao voto jovem), o facto de Manuela Ferreira Leite se referir repetidamente ao teleponto como power point, e a afirmação de Paulo Portas: "há quem esteja indeciso entre o Bloco e o CDS" - são sempre comoventes estas alusões à mãe em plena batalha política. Ah, e não podemos esquecer esses bonitos momentos de televisão que foram o "Como Nunca os Viu". Para mim era de facto importante saber que Portas come sushi todos os dias e que tem um aquário gigantesco na sala. Mudou radicalmente o meu sentido de voto. Votei sashimi num japonês ali para os lados da Junqueira (bom e barato, não divulguem muito).

Há quem diga que 2009 ficou marcado pelo caso BPP e pelo caso BPN. Para mim ficou marcado pelo caso Caixa Geral de Depósitos, já que tive que desfalcar a minha própria conta em vários milhares de euros (e aviso com pesar que isto não é exagero estilístico) para pagar a dívida à Segurança Social. E o pior é que não me sinto mais segura agora. Sinto-me até bastante insegura sempre que penso no campeonato português e me lembro das afirmações de Varela, no início de 2009: "para além do trabalho é necessário um talento inapto". Pois, talento inapto é o que mais se tem visto lá no Estádio do Dragão. O que muito me apoquenta. Felizmente não acredito em milagres e muito menos em Jesus. Aí vamos nós a caminho do Penta (wishful thinking).

 

Mas previsões para 2010 ficam para outro dia, e para outro blog (talvez o da Maria Helena, a astróloga com o nome menos sonante de sempre). Bom Ano!

 

 



escrito por Joan@ às 23:38
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Saio de Portugal, Sócrates é primeiro-ministro de Portugal e anda de cadeias às avessas com o Presidente da República.

Volto a Portugal, passados oito dias: Sócrates é primeiro-ministro de Portugal e anda de cadeias às avessas com o Presidente da República.

Têm a certeza que as eleições já foram, ou afinal adiaram-nas por falta de comparência dos eleitores?

A única diferença que notei (além do facto da minha mãe me ter arrumado o quarto, terem sido lançadas Tridente Senses de canela e menta, e os cartazes do Isaltino se terem multiplicado aqui na rua) foi que já ninguém - além dos funcionários da Sic Notícias - se interessa por política outra vez (as cerca de 19 pessoas que antes de dia 27 se diziam interessadas desistiram). Daqui a quatro anos há mais, agora fechamos para balanço, com umas autárquicas pelo meio, que são um belíssimo pretexto para mais uns arraiais fora de época. Os intérpretes de música ligeira agradecem.


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escrito por Joan@ às 18:11
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Domingo, 26 de Julho de 2009

Quando vi os outdoors de António Costa a dizer "Cumprimos: Casa Arrumada", pensei que ele fosse a mais recente contratação da Molly Maid. Adorava tê-lo cá em casa a passar um pano pelos móveis da sala. Mas é um sonho impossível, porque eu sou do Concelho de Oeiras, estou fora da área de acção do Sr. Costa, e nunca aceitaria alguém com esta cara de enjoado a aspirar o corredor:

 

 

Sempre que vejo Marcos Perestrello (este senhor que resulta certamente da união entre uma funcionária avant la lettre da Molly Maid, que achava "Marcos um lindo nome, como usam os brasileiros", e um magnata de Cascais, Dr. Perestrello, que não abdica de sublinhar os dois L's do seu apelido) dá-me ideia que ele comeu alguma coisa estragada. Era mais seguro ir aos almoços de campanha de milhares de euros organizados pelo seu rival Isaltino. Por esse preço é pouco provável que a refeição caia mal.

 

 


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escrito por Joan@ às 10:30
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O que acham deste novo programa do Governo, implementado no último mês? Uma espécie de Allgarve a nível climatérico?

Não estão a par?

Passo a explicar: já que a grande maioria dos portugueses não tem dinheiro para ir de férias, muito menos para fora do país, temos tido de forma inteiramente gratuita, uma amostra dos vários climas do mundo. Hoje é como se estivessemos na América do Sul. É espectacular. Peganhento e abafado, mas espectacular.



escrito por Joan@ às 15:42
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Quem merecia ser condecorada era a narradora da cerimónia de entrega das condecorações,  que disse coisas como "Joana Vasconcelos, conhecida por ter feito um sapato com tachos", "Paulo de Carvalho, fundador dos Beatles portugueses" ou - a melhor de todas, na minha opinião - "o engenheiro  Bento Amaral ficou paraplégico aos 25 anos a fazer uma carreirinha no mar". Ponto 1 - não é com certeza esse o feito que notabiliza o senhor e lhe garante uma condecoração (eu sei que o critério está longe de ser rigoroso, mas ainda assim...); Ponto 2 - a utilização da expressão "carreirinha" retira qualquer dignidade a este protocolo.

Tive pena de não poder assistir à entrega das outras medalhas. Parece ser muito mais divertido que os Globos de Ouro, e o Cavaco Silva chateia muito menos que a Bárbara Guimarães. Espero que repitam a emissão um destes dias. Senão terei de esperar pelo 10 de Junho de 2038 para ver na RTP Memória.

 

 



escrito por Joan@ às 21:09
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Domingo, 31 de Maio de 2009

Gosto muito de Tempos de Antena. Acho que deviam existir sempre, mesmo fora do período de eleições.

Até agora, o meu preferido nestas Europeias, é o do PNR. Nem sequer é por um dos porta vozes ser um hooligan com um cabelo nitidamente enxertado para disfarçar a cabeça rapada. É apenas porque é de génio alguém candidatar-se ao Parlamento Europeu com a promessa de "devolver Portugal aos portugueses", e o slogan "A União Europeia prejudica Portugal, basta de federastas!". *

Claro que a utilização de termos como "as almas pardas do regime" também lhes dá muitos pontos.

 

* - Atentai, por favor, no finíssimo trocadilho com pederastas, comparando assim os adeptos do federalismo aos praticantes da pederastia, palavra (injustamente) pouco utilizada, que designa relações sexuais entre menores e adultos. E eu que achava que o profundo bom gosto do PNR se ficava pela barbinha do seu líder e pelas artes finais dos seus cartazes.



escrito por Joan@ às 22:10
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

A primeira coisa que destaco na notícia sobre as posições a favor e contra as touradas, no Público, é o facto do Presidente da Câmara de Viana do Castelo se chamar Defensor de Moura (espero que o primeiro nome seja Apologista).

Quanto ao resto, sublinho uma vez mais os argumentos brilhantes dos aficionados, que me fazem lembrar um saudoso (e acalorado) Prós e Contras em que Gonçalo da Câmara Pereira comparou as touradas de morte às viagens que fazemos na auto-estrada, matando muitos mosquitos, cujas carcaças ficam no vidro do nosso carro. Desta vez o prémio vai para Afonso Gonçalves Ferreira - seja lá quem for - que diz que proibir uma tradição como a festa brava "é o mesmo que proibir o fandango ou o vira do Minho". Pois claro que é! Até porque tanto os campinos das lezírias como as minhotas fazem questão de agredir qualquer espécie animal durante a sua coreografia. Não são muito exigentes, qualquer coisa serve. É ver minhotas a usar os seus pesados colares de ouro para chicotear chinchilas! Parecidíssimo com uma tourada, lá está.

Paulo Caetano, por seu turno, recorre a um argumento mais clássico, que é o facto dos manifestantes não reclamarem com os restaurantes que servem carne e peixe. Eu não sei que estabelecimentos frequenta o Paulo, mas naqueles em que eu normalmente janto, quando escolho "dourada na grelha" não surge, como que por magia, um palco, cheio de cor, luz e som, em que o peixe é lentamente escalado e regado com limão, enquanto os convivas do restaurante aplaudem. Também já almocei, inclusivamente, com indivíduos que pedem bifes mal passados, e nunca sucedeu trazerem a vaca para o centro da sala, para cortarem um naco de alcatra, enquanto gritávamos "bravo, bravo", e lançávamos flores para junto do empregado de mesa.

Para acabar em beleza, deixo-vos o testemunho comovente do veterinário e crítico de touros (polivalência acima de tudo) Domingos da Costa Xavier. Conta ele: "Já lá vão muitos anos convenci, em Évora, um jovem estudante a ir para o centro do redondel. Ele foi e, passados uns minutos, já estava sem dentes. Muitos anos depois, numa outra cidade, um indivíduo veio ter comigo, perguntou-me se não me lembrava dele. Então ele esticou a mão e disse: 'Sou o Dantas e quero agradecer-lhe, pois por causa de si é que hoje sou aficionado'. Era o mesmo jovem que muitos anos antes eu incitara a saltar para a arena e que acabou por ficar sem dentes".

Fica assim provado que, enquanto houver Dantas, existirão touradas em Portugal. Porque o género de pessoa que agradece ter ficado sem dentes (sem estar a dirigir-se ao dentista que lhe arrancou os sisos que tantos tormentos lhe davam) vibrará sempre com a bela "festa brava".



escrito por Joan@ às 14:39
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Serei a única a achar que o Vital Moreira é um sósia do Gepeto?!

Se calhar aquele manifestante achava o mesmo, e queria pedir justificações acerca do futuro do Pinóquio.

Cá para mim, se é para ter um representante português na Europa, que seja alguém aparentado a um filme da Disney.

Tanto pode ser ele como o Paulo Rangel que é, sem sombra de dúvida, um dos Sete Anões (o Dunga, parece-me).

 


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escrito por Joan@ às 20:44
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Eu não acredito muito nisso do 25 de Abril. Acredito mais no 25 de Dezembro, porque assim como assim tenho tido provas factuais da existência do Pai Natal. Já desses capitães de Abril, nada. Talvez se lhes tivessem feito um fatinho da Coca-Cola a coisa se tivesse imortalizado.


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escrito por Joan@ às 20:10
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