Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Em Braga um restaurante de take away foi assaltado em duas noites consecutivas.

 

Observação nº 1- os assaltantes estão apenas a fazer o que o restaurante pede.

Observação nº 2- o facto de terem voltado no segundo dia é bom sinal, quer dizer que a comida é boa.

 



escrito por Joan@ às 13:28
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Ontem assisti ao melhor momento de televisão dos últimos anos. Há muito tempo que não me ria assim. E não tem nada a ver com os corninhos de Manuel Pinho. Quer dizer, indirectamente, tem. Mário Crespo lá estava, às nove em ponto, com o seu sorriso sarcástico, pronto a dissecar o assunto com José Gil. E como é que enceta a conversa? Pedindo um comentário às imagens? Não, claro que não. Passou-se assim:

 

"Apetece perguntar, como perguntou Cândido a Pangloss, o professor de Filosofia, ao chegar a Lisboa, no dia do Terramoto: o que é isto?".

 

Seguiram-se uns segundos de silêncio perplexo do convidado, que com certeza pensava para si próprio também "o que é isto?". Eu, quando consegui parar de rir, pensei como será a vida doméstica de Mário Crespo. Imaginem-no a entrar na cozinha, destapar a panela do jantar e não perceber bem o que está lá dentro... Grita então para a sua esposa:

 

"Maria! Apetece perguntar, como perguntou Cândido a Pangloss, o professor de Filosofia, ao chegar a Lisboa, no dia do Terramoto: o que é isto?".

 

Ou então, o Mário Crespo automobilista, que vê o seu carro ser abalroado por outro. Sai do carro, exaltado, olhando para os estragos no seu pára-choques, e diz ao condutor:

 

"Ó amigo, apetece perguntar, como perguntou Cândido a Pangloss, o professor de Filosofia, ao chegar a Lisboa, no dia do Terramoto: o que é isto?".

 

Isto nos dias em que Mário se sente mais Voltaire, claro. Se calhar há outros em que acorda mais a dar para o Camiliano (de Oliveira) e cita apenas a célebre: "lá fora tá-se pior, tá-se, tá-se!".

 



escrito por Joan@ às 12:36
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Domingo, 31 de Maio de 2009

Sábado de manhã. Noticiário da RTP. Tozé Martinho e a sua mãe, Tareca, a fazer a revista de imprensa. Impunha-se que me sentasse a ver, obviamente.

Valeu a pena, só para ouvir Tozé Martinho dizer que a China e a Coreia deviam juntar-se para conversar, que "é a falar as coisas se resolvem". Ou seja, estarmos a falar de duas potências mundiais ou de das duas vizinhas do 3º andar é exactamente a mesma coisa. Fiquei com vontade de ligar para lá e perguntar ao Tozé o que sugeria que fosse servido nesse encontro diplomático. Talvez um Earl Grey e uns biscoitos de manteiga?



escrito por Joan@ às 21:50
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Sábado, 4 de Abril de 2009

Acho que quando vemos o programa do Rodrigo Guedes de Carvalho às duas e meia da manhã, ele devia deixar de se chamar "Aqui e Agora" e passar a "Ali e Há Bocadinho".

 

E agora vou dormir.



escrito por Joan@ às 02:24
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

O tio do Sócrates bem podia pedir uns conselhos ao sobrinho. Só no que a gravatas diz respeito, é claro.

 

Mas o senhor anda mais preocupado a procurar o seu bulldog francês, o Napoleão (quão reveladoras da personalidade do senhor são estas características do cão?).



escrito por Joan@ às 09:03
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Cândida Almeida (Procuradora), em pouco mais dum minuto da entrevista na Renascença, diz cinco vezes essa célebre expressão popular que só para ela existe "o diz-se diz-se"!

 



escrito por Joan@ às 09:01
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Acabo de ver num rodapé da SIC Notícias que decorre hoje a Expo Brique-a-Braque no Mercado da Ribeira. É caso para dizer "toma e embrulha, FIL!"

Podem ter a Exponoivasm, a BTL, a Feira do Artesanato, mas o Brique-a-Braque fica fora do vosso alcance.



escrito por Joan@ às 09:53
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Domingo. TVI. Oito da noite. Uma repórter lança uma reportagem com os "melhores momentos do Congresso do CDS PP". A música de fundo é "I Don't Feel Like Dancing" (Scissor Sisters). Depois das fotografias de telespectadores em férias, no Jornal da Noite da SIC, esta foi a machadada final.



escrito por Joan@ às 16:09
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

As afirmações do Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, incluem-se, cá para mim, numa categoria muito específica da expressão humana: a categoria das "alarvidades que se dizem numa acesa discussão de amigos, durante um jantar, pura e simplesmente para chocar e lançar mais achas para a fogueira".

 

Eu compreendo perfeitamente isto. Eu sou pessoa que disse que votaria no John McCain apenas para que uma discussão durasse mais umas horas. Eu sou pessoa que disse que a Manuela Ferreira Leite tinha toda a razão em discordar do casamento homossexual, apenas para que a conversa durasse o tempo suficiente de acabarmos com o pirex de massa. Eu consigo até imaginar-me a defender os regimes totalitários, por alguns segundos, em nome do salutar convívio entre as gentes.

 

Agora... Contra si, o Cardeal tem o facto de:

1 - não estar a comer massa com atum na companhia dos seus amigos,

2 - não estar numa acesa discussão com ninguém, mas sim num monólogo reflectido,

3 - não estar (até prova em contrário) com os copos,

4 - não ter 20 anos,

5 - estar a ser filmado

6 - estar acompanhado pela Fátima Campos Ferreira (isto é sempre uma desvantagem, em qualquer cenário!).

 



escrito por Joan@ às 13:49
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Reparei ontem que os camionistas têm o seu próprio acordo ortográfico. E não, não me refiro à "gíria" (e dizer gíria é pouco!) que eles usam nos restaurantes à beira da estrada, enquanto palitam os dentes, de onde caem fios de carne assada. Refiro-me a uma senhora que vi ontem, "empresária de camionagem", com uma frota considerável de "camions", que garantia existirem vários "piquês" ao longo da estrada. Quanto a reivindicações, exigia uma taxa especial para combustível profissional, o fim das portagens e... o regresso das "scooters".

Isto são pessoas, acima de tudo, poliglotas. Deve ser de viajarem tanto, além-fronteiras. Trazem os camiões e os piquetes em francês, e as SCUTs em inglês.

Despeço-me em jeito de poema: Despeçam os linguistas, contratem camionistas!

 



escrito por Joan@ às 00:14
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