Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

"Eu, às vezes, dentro do sistema nervoso em que estou...", diz uma senhora no programa Fátima. Eu também entrei num sistema nervoso agora mesmo.



escrito por Joan@ às 14:43
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A primeira coisa que destaco na notícia sobre as posições a favor e contra as touradas, no Público, é o facto do Presidente da Câmara de Viana do Castelo se chamar Defensor de Moura (espero que o primeiro nome seja Apologista).

Quanto ao resto, sublinho uma vez mais os argumentos brilhantes dos aficionados, que me fazem lembrar um saudoso (e acalorado) Prós e Contras em que Gonçalo da Câmara Pereira comparou as touradas de morte às viagens que fazemos na auto-estrada, matando muitos mosquitos, cujas carcaças ficam no vidro do nosso carro. Desta vez o prémio vai para Afonso Gonçalves Ferreira - seja lá quem for - que diz que proibir uma tradição como a festa brava "é o mesmo que proibir o fandango ou o vira do Minho". Pois claro que é! Até porque tanto os campinos das lezírias como as minhotas fazem questão de agredir qualquer espécie animal durante a sua coreografia. Não são muito exigentes, qualquer coisa serve. É ver minhotas a usar os seus pesados colares de ouro para chicotear chinchilas! Parecidíssimo com uma tourada, lá está.

Paulo Caetano, por seu turno, recorre a um argumento mais clássico, que é o facto dos manifestantes não reclamarem com os restaurantes que servem carne e peixe. Eu não sei que estabelecimentos frequenta o Paulo, mas naqueles em que eu normalmente janto, quando escolho "dourada na grelha" não surge, como que por magia, um palco, cheio de cor, luz e som, em que o peixe é lentamente escalado e regado com limão, enquanto os convivas do restaurante aplaudem. Também já almocei, inclusivamente, com indivíduos que pedem bifes mal passados, e nunca sucedeu trazerem a vaca para o centro da sala, para cortarem um naco de alcatra, enquanto gritávamos "bravo, bravo", e lançávamos flores para junto do empregado de mesa.

Para acabar em beleza, deixo-vos o testemunho comovente do veterinário e crítico de touros (polivalência acima de tudo) Domingos da Costa Xavier. Conta ele: "Já lá vão muitos anos convenci, em Évora, um jovem estudante a ir para o centro do redondel. Ele foi e, passados uns minutos, já estava sem dentes. Muitos anos depois, numa outra cidade, um indivíduo veio ter comigo, perguntou-me se não me lembrava dele. Então ele esticou a mão e disse: 'Sou o Dantas e quero agradecer-lhe, pois por causa de si é que hoje sou aficionado'. Era o mesmo jovem que muitos anos antes eu incitara a saltar para a arena e que acabou por ficar sem dentes".

Fica assim provado que, enquanto houver Dantas, existirão touradas em Portugal. Porque o género de pessoa que agradece ter ficado sem dentes (sem estar a dirigir-se ao dentista que lhe arrancou os sisos que tantos tormentos lhe davam) vibrará sempre com a bela "festa brava".



escrito por Joan@ às 14:39
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Tenho absoluta certeza disto: ontem, às 22h, era de manhã.

O céu já estava escuro, mas era só para disfarçar. Senão vejamos:

 

- Na RTP a Sílvia Alberto apresentava um concurso cuja média de idades dos concorrentes e da plateia rondava os 6 anos, e em que três indivíduos ligeiramente mais velhos saltavam do júri para fazer umas coreografias sobre o lavar dos dentes.

 

- Na SIC a Bárbara Guimarães cantava êxitos dos anos 80 com miúdos que não eram nascidos nessa altura e que estavam claramente assustados com a maquilhagem exagerada da apresentadora. (e a questão é: por que é que a Direcção de Programas da SIC não põe o Programa da Lucy a esta hora? É o único a poder rivalizar com os restantes, e tinha a vantagem de atraír público que não gosta tanto de ver "pequenos Sáuis a ser explorados pelos paizinhos", e aprecia mais um género Crazy Horse).

 

- Na TVI, estavam muitas criancinhas também, mas a prova irrefutável de que era de manhã chama-se Manuel. Manuel Luís Goucha, mais precisamente. Toda a gente sabe que ele só existe até ao meio-dia. Depois esfuma-se até ao dia seguinte (que é como quem diz: vai para o seu restaurante fazer arroz doce). É uma espécie de vampiro invertido (e aqui o invertido não tem nenhuma conotação pejorativa).

 

Posto isto, desisti do chá que ia fazer e acabei por comer uma tacinha de cereais, para começar bem o dia. A seguir, claro, lavei os dentes como ensinaram os "amiguinhos" (é essa a denominação oficial) da "Febre da Dança". Quem me dera que no meu tempo o "Dá-lhe Gás" e o "Superbueréré" dessem em horário nobre. Com sorte, aquele lindíssimo desenho do Tom Sawyer que fiz aos 6 anos, tinha sido exposto nas Escolhas de Marcelo e não no programa da Vera Roquette, num discreto fim de tarde do Canal 2.

 



escrito por Joan@ às 11:30
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Serei a única a achar que o Vital Moreira é um sósia do Gepeto?!

Se calhar aquele manifestante achava o mesmo, e queria pedir justificações acerca do futuro do Pinóquio.

Cá para mim, se é para ter um representante português na Europa, que seja alguém aparentado a um filme da Disney.

Tanto pode ser ele como o Paulo Rangel que é, sem sombra de dúvida, um dos Sete Anões (o Dunga, parece-me).

 


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escrito por Joan@ às 20:44
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Já dizia o António Machado (o poeta, não o imitador) que "o caminho faz-se caminhando" (se bem que o António Machado imitador pode sempre imitar o António Machado poeta e dizer o mesmo... bem, adiante...)

Eu também sou apoiante fervorosa do gerúndio, e acho que o Dia do Trabalhador se comemora trabalhando. Da mesma forma que comemoramos todos os outros dias. Reparem, não trabalhar no dia do trabalhador equivale a não comer bolo no nosso aniversário, não ter árvore de Natal no Natal, nem falar com a nossa mãe no Dia da Mãe (nem telefone, nem SMS, nada!). Que raio de forma é esta de homenagear o Dia do Trabalhador ficando em casa, sem trabalhar, a rebolar no sofá, ouvindo ao longe o som dos filmes de domingo antecipado da TVI?

Eu nunca fui adepta desta forma passiva de celebração, mas a minha indignação subiu de tom há bocado, quando saí para comprar iogurtes e encontrei o Pingo Doce, o Modelo e o LIDL fechados. Ok, depois do primeiro devia ter desistido, os outros foi só mesmo por descargo de consciência e porque ficavam no caminho. Sim, porque eu tinha de me despachar para vir trabalhar...

E agora estou aqui.. a trabalhar e sem ter comido um único iogurte.

Bonito serviço...

 

 



escrito por Joan@ às 18:51
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A resposta é, desde já, NÃO.

Eu não pedi umas canetas que (justiça lhes seja feita) escrevem bem sim senhora mas têm um sabor hediondo quando, ingenuamente, decidimos mordê-las.

Quando comprei este modelo "Sonix Gel", último grito no Office Centre, ninguém me avisou que as canetas faziam parte de um programa de recuperação de roedores compulsivos de material de escrita. É que o sabor disto é com certeza o remédio ideal para afastar qualquer um desse perigoso vício.


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escrito por Joan@ às 17:51
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