Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
Dizem que as pessoas mudam quando são mães. Estava com uma amiga minha e não tinha notado ainda nada de especial, tirando o facto de as calças de bolsos em vez de transportarem carteiras e telemóveis albergarem um biberon e, ok, o pequeno pormenor de trazer um ser de três adoráveis e rechonchudos meses ao colo. Até ali, tudo bem. Pronto, é certo que agora dorme menos, acorda mais cedo, não tem ido trabalhar, não tem tempo... Até aí são tudo adaptações demasiado naturais para poderem ser consideradas "a grande mudança desde que é mãe"... mas eis que surge a revelação, em tom natural, quase como quem não vê, ou não quer ver, que estamos perante o belo fenómeno da maternidade, em todo o seu esplendor: "levanto-me às seis da manhã, porque ele chora e eu também (pausa - para dar o tom dramático)... a ver o Extreme Makeover. É aí que eu peço para repetir, por favor... que o bebé chore, tudo bem, parece que eles são inventados mesmo assim. Mas que a mãe chore a ver o Extreme Makeover? Logo logo ela se apressa a acrescentar: o das casas, nao é o das caras! É caso para dizer "ah, muito melhor!". Fiquei muito mais descansada, não haja dúvida... Sobretudo quando ela começou a tentar explicar-me quão bonito e comovente podia ser ver uma casa a ser arrasada e construída do zero, para ajudar uma pobre família carenciada. E ainda hoje poderíamos lá estar, com ela a falar, embevecida, do filho e sobretudo de como os programas de decoração emitidos na televisão se tornaram subitamente muitíssimo emotivos. Mas eu disse-lhe que não valia a pena. Que enquanto não for mãe não conseguirei perceber. Talvez no dia em que tiver um filho, e ainda no recobro, eu corra para a televisão para ver o Querido Mudei a Casa e chorar, chorar muito, a cada vez que uma das tias decoradoras falar.
De qualquer forma, aqui ficam os meus parabéns... com um miúdo daqueles que trazia ao colo até se justifica ver o Extreme Makeover e ... vá lá, verter uma lágrima ou outra porque não? Desde que ele seja saudável e largue a chucha aos dois anos, está tudo bem.
PS - Foi a primeira vez que escrevi as palavras biberon, chucha e rechonchudo. Aproximo-me perigosamente do estado mãe-lamechas, sem a parte do mãe, claramente, mas com grande ascendente de lamechice. Mais um pouco e estou a ver o Essência, com a Ana Marques, na Sic Mulher. Ok, com tanta informação já me denunciei: eu já vi!


escrito por Joan@ às 17:24
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