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Monstro Bolero

Monstro Bolero

11
Set08

Voltei, Voltei

Joan@

Voltei de lá. Já há algum tempo, é certo, mas precisei destes dias para me organizar. E organizar significa o quê? Arrumar a casa? Ir à Segurança Social? Requisitar cheques? Levar o carro à inspecção?

Não. Nada disso.

 

Depois de uma ausência de 17 dias, longe de Portugal e dos portugueses (exceptuando dois emigrantes que encontrei em França e na Alemanha) aquilo que se impunha era isto:



Perceber o que se passou na nossa televisão (e particularmente na minha, ali na sala) enquanto estive fora. É que se a maioria dos electrodomesticos está tal e qual eu os tinha deixado (o microondas continua em cima da bancada, o frigorífico continua com a luz fundida...) a televisão tomou a liberdade de estrear programas sem a dona em casa. Tudo bem. No hard feelings... Mas devem-me pelo menos uma explicação. A começar por este Programa da Lucy. "Lucy, a vida faz mais sentido", diz ela... Eu diria que a vida destas crianças nunca fez tão pouco sentido. Realço o momento em que Lucy diz que as maiores festas de Portugal agora não são à noite, são "after hours aqui comigo logo pela manhã". Pois. Se a ideia era essa, está muito bem conseguida. Lucy está de facto vestida como se fosse para um after hours, naqueles bares da Expo que têm bailarinos enfiados em camisolas de mulher tamanho XS. Eu ainda sou do tempo em que programas matinais de domingo não tinham neons nem bailarinos com vestidos prateados. Tinham o Dartacão, o Tom Sawyer e os Farrapitos. Não consta que algum deles tenha participado nos Ídolos, mas cá para mim tinham talento. Tenho saudades da época em que o Clube Disney não tinha a Carolina Patrocínio, mas sim os Animaniacs, em que o destaque da programação ia para o Babar, elefante, e não para velhos a babar, abundantemente, em frente à mini saia de Luciana Abreu. Nesses longínquos dias a única coisa que se assemelhava ao programa da Lucy era o Super Bueréré, mas ao menos em vez de recriarem musicais americanos, cantavam o "sabes que começou no A", e as Anettes eram um extra de alguma qualidade. Aqui não há Lucietes e isto começa a aproximar-se muito daquela série, também matinal, chamada Arrepios. Eu gostava. Mas a ideia aí era mesmo ser de terror.

 

Continua...

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